ATIVIDADE 2 – ECIV – ESTRUTURAS DE CONCRETO II – 52-2026

ATIVIDADE 2 – ECIV – ESTRUTURAS DE CONCRETO II – 52_2026
Período:25/05/2026 08:00 a 05/07/2026 23:59 (Horário de Brasília)
Status:ABERTO
Nota máxima:0,50
Gabarito:Gabarito será liberado no dia 06/07/2026 00:00 (Horário de Brasília)
Nota obtida:
1ª QUESTÃO
Como Engenheiro Consultor, você vistoria um edifício recém-construído com fissuras severas na face
superior de vigas contínuas, próximas aos apoios (zona de momentos negativos). Ao analisar o projeto,
nota-se que o projetista interrompeu as barras da armadura negativa exatamente na seção onde o
diagrama de momentos fletores indica valor nulo.
Sobre o comportamento físico dessa estrutura e as diretrizes de detalhamento da NBR 6118, analise as
afirmativas a seguir:
I. A interrupção das barras da armadura negativa exatamente no ponto de momento nulo teórico ignora a
existência de trações residuais causadas pelo esforço cortante, resultando na fissuração do concreto por
insuficiência de armadura na zona tracionada.
II. O conceito de decalagem a do diagrama de momentos fletores, exigido pela NBR 6118, fundamenta-se
no fato de que a força de tração na armadura longitudinal decorre da flexão e da inclinação das bielas de
compressão do concreto (Analogia da Treliça).
III. Para garantir a segurança e a transferência de esforços entre o aço e o concreto, as barras de armadura
negativa devem ser estendidas além do ponto de momento nulo por uma distância correspondente à
decalagem al somada ao comprimento de ancoragem lb necessário.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.

 

 

2ª QUESTÃO
No estudo e dimensionamento de estruturas de concreto armado, o domínio das terminologias técnicas é
fundamental para a correta interpretação e aplicação das normas e métodos de cálculo. Termos como altura
útil, linha neutra, momento fletor, armadura tracionada, entre outros, possuem significados específicos e
impactam diretamente no desempenho e na segurança estrutural do projeto. A falta de compreensão
adequada desses conceitos pode levar a erros de dimensionamento, comprometendo a estabilidade e a
durabilidade da estrutura.
Fonte: SOUZA, J. M.; CAMARGO, M. V.; CAMARGO, D. J. Estruturas de Concreto II. Maringá: Unicesumar,
2021 .
Com base nesse conceito, a respeito da altura útil, assinale a alternativa correta:

l
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ALTERNATIVAS
A altura útil é a distância total entre a base da viga e a borda comprimida.
A altura útil é medida do centro de gravidade da viga até o topo da armadura tracionada.
A altura útil não sofre alterações, mesmo quando as armaduras são distribuídas em várias camadas.
A altura útil é sempre igual à altura total da viga menos 5 cm, independentemente do diâmetro das barras.
A altura útil corresponde à distância da borda comprimida até o centro de gravidade da armadura tracionada,
podendo ser ajustada caso haja várias camadas de armadura.

 

 

3ª QUESTÃO
O gunite é uma mistura de cimento, areia e água que pode ser projetada sobre superfícies como paredes e
taludes, por exemplo. O concreto projetado, apresenta dimensões máximas de agregados e não necessita
de formas, embora necessite de equipamentos específicos.

ARTERIS. Centro de Desenvolvimento Tecnológico. Designação – Arteris ES – 015 Rev. 00, 2015. Disponível
em: encurtador.com.br/fpDJ8. Acesso em: 13 mai. 2022. (adaptado).

Com base no texto, avalie as afirmativas a seguir:

I. É necessário que a mistura seja heterogênea.
II. A aplicação pode ser feita por via seca ou úmida.
III. O bocal apresenta formato cônico com um dispositivo de injeção de água.
IV. A máquina de projeção lança o material por meio de um bico, com velocidade suficiente para gerar
aderência do concreto com o local projetado.

É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.

 

 

4ª QUESTÃO
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Você atua como Engenheiro Consultor de Estruturas e foi acionado para periciar uma edificação comercial
de múltiplos pavimentos, cujas obras foram paralisadas devido a problemas executivos e patologias.
Durante a vistoria, foram identificadas duas situações críticas: primeiramente, as vigas de transição do
pavimento térreo, com 80 cm de altura, apresentaram fissuração excessiva e profunda nas faces laterais, na
região da alma; além disso, a fiscalização constatou que as armaduras dos pilares estavam excessivamente
congestionadas nas regiões de emenda por traspasse, impedindo o adequado preenchimento do concreto e
gerando falhas de concretagem, como bicheiras, comprometendo a aderência.

Ao auditar as pranchas do projeto executivo original, foi verificado que o projetista violou premissas
essenciais de detalhamento e as taxas de armadura estabelecidas pela NBR 6118. A conformidade com essa
norma não garante apenas a segurança contra o colapso estrutural, mas também a durabilidade da
edificação. Como perito e mentor, você deverá emitir um parecer, avaliando as afirmações técnicas sobre os
erros e as diretrizes de detalhamento observados nesta obra.

Como engenheiro responsável pelo laudo pericial, referente às falhas e exigências normativas de
detalhamento em vigas e pilares de concreto armado, analise as afirmações a seguir:
I. A fissuração excessiva observada na alma (faces laterais) das vigas de transição ocorreu pela falta de
armadura de pele. Segundo a NBR 6118, vigas com altura igual ou superior a 60 cm exigem o uso
obrigatório dessa armadura, com área mínima de 0,10% da área da alma por face, para o controle da
fissuração no Estado Limite de Serviço.
II. O congestionamento severo de aço nos pilares indica que a taxa máxima de armadura foi desrespeitada.
O valor da área de aço longitudinal do pilar deverá ser, no máximo, 8% da área da seção bruta de concreto
(Ac), considerando, inclusive, a soma das barras nas regiões de emenda por traspasse.
III. Para solucionar o congestionamento nas emendas dos pilares, o projetista poderia simplesmente ter
dispensado a armadura longitudinal mínima nos trechos menos solicitados. A norma permite essa dispensa
desde que o concreto utilizado possua resistência superior a 50 MPa, transferindo a responsabilidade de
resistência à compressão exclusivamente para o concreto.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.

 

 

5ª QUESTÃO
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Você atua como Engenheiro Estrutural Mentor e foi contratado para realizar a revisão de um projeto
estrutural de um edifício comercial, elaborado por um engenheiro júnior. Durante a conferência da planta de
fôrmas e dos cálculos de carregamento, você se depara com a Laje Maciça L1, que possui dimensões em
planta de 4,0 m por 10,0 m. O projetista júnior considerou que, devido às grandes dimensões da laje, ela
deveria ser calculada como armada em duas direções, detalhando armaduras principais pesadas tanto na
direção X quanto na direção Y.
Além disso, a laje L1 possui uma particularidade: sua borda menor (4,0 m) é contínua e foi considerada
engastada na laje adjacente, enquanto a borda maior (10,0 m) é simplesmente apoiada em uma viga
periférica. Para determinar as reações de apoio da laje sobre as vigas, o projetista utilizou o método das
áreas de influência (teoria das charneiras plásticas), mas traçou retas com ângulos de 45º em todos os
vértices da laje, justificando que este é o padrão geométrico universal. A construtora questionou o excesso
de aço na prancha e as altas cargas indicadas para as vigas. Você, como mentor, precisa intervir e corrigir os
graves erros conceituais do projeto.
Como engenheiro mentor responsável pela auditoria, selecione a alternativa que descreve tecnicamente as
incorreções cometidas na classificação da laje e no traçado das charneiras plásticas para o cálculo das
reações de apoio.
ALTERNATIVAS
O engenheiro classificou a laje incorretamente, mas acertou as charneiras. Em lajes retangulares, o método sempre
estabelece 45º nos vértices.
A laje é bidirecional devido ao engaste. O erro nas charneiras é que a linha divisória deve formar 45º com a borda
engastada para o equilíbrio.
Com λ=2,5, a laje é unidirecional. Além disso, o ângulo da charneira em vértices engaste/apoio simples deve ser
60º (partindo do engaste) e não 45º.
O projeto falhou ao usar charneiras em vãos > 5m. A norma exige que, nesses casos, a carga seja distribuída
uniformemente por áreas retangulares.
O erro está apenas nas áreas de influência. A linha de ruptura entre apoio engastado e simples deve iniciar a 90º
para isolar a viga simplesmente apoiada.

 

 

6ª QUESTÃO
O momento fletor é uma das principais ações internas que surgem em elementos estruturais sujeitos à
flexão, como vigas e lajes. Ele representa a tendência de curvar ou girar uma seção transversal da estrutura
em torno de um eixo. O conhecimento do momento fletor é essencial para o correto dimensionamento das
armaduras e para garantir a segurança da estrutura.
Fonte: SOUZA, J. M.; CAMARGO, M. V.; CAMARGO, D. J. Estruturas de Concreto II. Maringá: Unicesumar,
2021 .
Com base nesse conceito, o momento fletor, assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
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O momento fletor atua perpendicularmente ao eixo da peça estrutural.
O momento fletor é responsável por causar apenas compressão na peça.
O momento fletor é sempre constante ao longo do comprimento de uma viga.
O momento fletor representa a força cortante que age sobre a seção transversal.
O momento fletor é responsável por gerar tração em uma parte da seção e compressão em outra, promovendo a
flexão do elemento estrutural.

 

 

7ª QUESTÃO
Na execução de um projeto estrutural deve-se conceber, analisar, dimensionar e detalhar os elementos de
um sistema estrutural predefinido, que seja capaz de suportar com segurança as cargas, sem exceder os
limites dos materiais empregados e das normas técnicas. Sobre o sistema estrutural mais utilizado no Brasil,
concreto armado, e os elementos estruturais que o compõe, podemos afirmar que:
ALTERNATIVAS
As lajes são responsáveis por receber as ações permanentes e variáveis, transmiti-las para as vigas e, destas,
diretamente para as fundações.
Os pilares estão sujeitos, preponderantemente, ao esforço de compressão, sendo a flambagem o fenômeno de
ruptura mais crítico para esse elemento.
Nas vigas, as armaduras longitudinais são utilizadas para resistir aos esforços de cisalhamento e as armaduras
transversais para esforços de flexão.
As lajes maciças podem apresentar comportamento unidirecional e bidirecional, dependendo do comprimento dos
seus vãos, enquanto que para as lajes pré-moldadas considera-se apenas o comportamento unidirecional.
O material inerte nas lajes nervuradas é colocado nas zonas de tração para resistir melhor ao momento positivo.

 

 

8ª QUESTÃO
Um engenheiro perito foi acionado para avaliar uma cisterna retangular recém-construída que, após uma
semana de chuvas intensas e ainda vazia, apresentou severas fissuras horizontais e uma curvatura das
paredes para o interior do reservatório. O projetista original alega que a patologia foi causada pelo concreto
fornecido ser de baixa resistência, pois os cálculos garantiam folga para a pressão hidrostática da água. Ao
auditar a memória de cálculo, o perito deve identificar se todas as combinações de ações críticas para
reservatórios enterrados foram consideradas conforme a literatura técnica e a NBR 6118.
Assinale a alternativa que identifica corretamente o erro conceitual do projetista no levantamento das ações
e carregamentos, com base nos princípios de dimensionamento de reservatórios enterrados apresentados
na literatura técnica especializada.
ALTERNATIVAS
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O projeto cometeu erro técnico ao modelar as ligações laje/parede como engastadas. A NBR 6118 exige que
reservatórios enterrados retangulares usem ligações apoiadas (rótulas), o que alivia os altos momentos fletores
negativos na base, permitindo a rotação da parede sob o empuxo do solo.
A patologia resultou da negligência do projetista com a condição “Reservatório Vazio”. A ausência de água,
combinada à pressão externa do solo molhado e do lençol freático, empurrou as paredes de reservatórios
enterrados. A falta de armadura para essa flexão causou a fissuração e deformação interna da cuba.
O colapso das paredes do reservatório vazio resultou de retração térmica e variação de temperatura. Sem a água
para dissipar o calor de hidratação do concreto, surgiram tensões de tração excessivas nas faces externas. Isso
indica um erro de dimensionamento à flexo-tração, exigindo juntas de dilatação ou resfriamento com gelo.
A fissuração da cisterna ocorreu pela ausência de mísulas horizontais e a 45º nas arestas. Sem essas mísulas,
reservatórios vazios impedem a ação da biela de concreto, causando esmagamento do nó de ligação e deformação
interna da parede, mesmo com armadura. O empuxo do solo requer dimensionamento com escoras e tirantes.
O projetista errou ao não usar o método de Montoya e negligenciar a impermeabilização na laje de tampa. A
infiltração da água sobrecarregou a laje, gerando esforço de compressão (Nd) que excedeu a resistência do concreto
(fcd) das paredes, causando a flambagem destas para dentro. O dimensionamento correto exigiria tratar as paredes
como pilares esbeltos.

 

 

9ª QUESTÃO
Os elementos estruturais são componentes fundamentais de qualquer edificação, responsáveis por garantir
a estabilidade, resistência e segurança das construções. Eles têm a função principal de suportar e transferir
as cargas atuantes, como o peso da própria estrutura, das pessoas, dos móveis e também das ações
externas, como vento e chuvas. Em elementos estruturais como vigas de concreto armado, o correto
dimensionamento e posicionamento das armaduras longitudinais e transversais é essencial para resistir aos
esforços atuantes.
Fonte: SOUZA, J. M.; CAMARGO, M. V.; CAMARGO, D. J. Estruturas de Concreto II. Maringá: Unicesumar,
2021 .
Com base nesse conceito sobre os elementos estruturais, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS
Os estribos servem unicamente para manter o cobrimento do concreto.
A armadura transversal é desnecessária em regiões onde não há flexão.
A armadura longitudinal é composta apenas pelos estribos colocados na parte inferior da viga.
A armadura transversal é posicionada ao longo do comprimento da viga para resistir aos momentos fletores.
A armadura longitudinal resiste principalmente à tração provocada pelos momentos fletores, enquanto a armadura
transversal resiste aos esforços cortantes e ajuda no confinamento do concreto.

 

 

10ª QUESTÃO
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Um engenheiro consultor realiza a auditoria de um edifício comercial de grande fluxo. Ao analisar o projeto
da escada principal, observa-se um lance único de 20 degraus, com a altura do espelho de 17 cm e a largura
do passo de 26 cm, para um desnível de 3,40 m. O memorial de cálculo indica sobrecarga acidental de 2,5
kN/m². No detalhamento do encontro entre o lance e a laje superior (formando um ângulo reentrante
côncavo na face inferior), a armadura longitudinal de tração inferior foi detalhada de forma contínua,
acompanhando o contorno interno do ângulo, sem promover o cruzamento das barras.
Com base nas normas NBR 9050, NBR 6120 e NBR 6118, analise o projeto apresentado sob a ótica de uma
auditoria técnica e assinale a alternativa que identifica corretamente todos os erros do projeto original
relacionados à geometria, aos carregamentos e ao detalhamento da escada, apresentando a devida
fundamentação normativa para sua correção.
ALTERNATIVAS
O projeto falha nos lances de escada (NBR 9050/10 degraus), na omissão da carga de impacto do guarda-corpo, e
no detalhamento incorreto (o “empuxo ao vazio” é a ausência de estribos verticais nas lajes da escada). A carga de
2,5 kN/m² está correta.
O projeto apresenta falhas nos lances de escada, que excedem o limite de 10 degraus da ABNT NBR 9050, além de
omitir a carga de impacto no guarda-corpo e apresentar detalhamento inadequado, com ausência de estribos
verticais nas lajes. A carga de 2,5 kN/m² está correta.
A concepção estrutural e arquitetônica está correta e otimizada. Lances de 20 degraus são permitidos pela NBR
9050 em edifícios comerciais. A reprovação decorre apenas do erro de “empuxo ao vazio”, pois o concreto do
patamar possui fck inferior ao do lance, gerando retração diferencial e esmagamento do nó inferior.
O projeto apresenta falhas no dimensionamento, pois adota carga variável de 2,5 kN/m² em uso comercial, quando
o correto é 5,0 kN/m², e na geometria, ao desrespeitar a Fórmula de Blondel. O detalhamento estrutural está
correto e atende à NBR 6118 quanto à armadura tracionada no nó, evitando concentração de tensões de
cisalhamento.
O projeto deve ser refeito por falhas na geometria, em desacordo com a NBR 9050 e a Fórmula de Blondel, por
carga variável insuficiente para acesso público conforme a NBR 6120, e por detalhamento incorreto da armadura no
ângulo reentrante, gerando “empuxo ao vazio”; a armadura inferior deve ser ancorada na zona de compressão da
face oposta.
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