ATIVIDADE 3 – CIÊNCIAS DO AMBIENTE – 52-2025

ATIVIDADE 3 – CIÊNCIAS DO AMBIENTE – 52_2025
Período:02/06/2025 08:00 a 06/07/2025 23:59 (Horário de Brasília)
Status:ABERTO
Nota máxima:1,00
Gabarito:Gabarito será liberado no dia 07/07/2025 00:00 (Horário de Brasília)
Nota obtida:
1ª QUESTÃO
Considera-se poluente qualquer substância presente no ar e que, pela sua concentração, possa torná-lo
impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, causando inconveniente ao bem-estar público, danos aos materiais,
à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da
comunidade. O nível de poluição atmosférica é medido pela quantidade de substâncias poluentes presentes
no ar. A variedade das substâncias que podem ser encontradas na atmosfera é muito grande, o que torna
difícil a tarefa de estabelecer uma classificação. Para facilitar essa classificação, os poluentes são divididos
em primários e secundários. Os primários são aqueles emitidos diretamente pelas fontes de emissão,
enquanto os secundários são formados por reações químicas entre poluentes primários e componentes da
atmosfera.

Fonte: CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Qualidade do ar. Disponível em: <
https://cetesb.sp.gov.br/ar/poluentes/ >. Acesso em 25 mar 2024.

Considerando o exposto, qual das seguintes alternativas descreve corretamente um exemplo de poluente
primário e seu impacto ambiental, seguido de um exemplo de poluente secundário e seu impacto
ambiental?
ALTERNATIVAS
Monóxido de carbono (CO), emitido por veículos automotores, é um poluente primário que contribui para a formação
de smog fotoquímico. O dióxido de nitrogênio (NO ), produzido pela queima de combustíveis, é um poluente
secundário que causa acidificação do solo e da água.
Óxidos de nitrogênio (NOx), resultantes da queima de combustíveis fósseis, são poluentes primários que contribuem
para a formação de nevoeiro ácido. O monóxido de nitrogênio (NO), gerado pela queima de biomassa, é um
poluente secundário que provoca a destruição da camada de ozônio estratosférico.
Óxidos de enxofre (SOx), provenientes da queima de carvão, são poluentes primários que causam a acidificação de
solos e corpos d’água. O ozônio estratosférico (O ), formado pela reação entre hidrocarbonetos e óxidos de
nitrogênio, é um poluente secundário que causa o efeito estufa e o aquecimento global.
Material particulado (PM10), proveniente da combustão de biomassa e veículos, é um poluente primário que pode
causar problemas respiratórios e cardiovasculares. O dióxido de carbono (CO ), principal produto da queima de
combustíveis fósseis, é um poluente secundário que contribui para o aquecimento global e as mudanças climáticas.
Dióxido de enxofre (SO ), liberado pela queima de combustíveis fósseis, é um poluente primário que contribui para
a formação de chuva ácida. O ozônio troposférico (O ), formado pela reação entre óxidos de nitrogênio (NOx) e
compostos orgânicos voláteis (COVs) na presença de luz solar, é um poluente secundário que prejudica a saúde
respiratória e causa danos às plantas.

 

 

2ª QUESTÃO
2
3
2
2
3
Apesar de sua significância para a humanidade, a indústria da construção civil é reconhecida como uma das
principais fontes de impactos ambientais negativos. Com o intuito de mitigar esses impactos e promover
práticas mais sustentáveis nesse setor, surgiram as certificações ambientais específicas para edificações. No
Brasil, duas certificações têm se destacado nesse contexto: o LEED (Leadership in Energy and Environmental
Design) e o AQUA (Alta Qualidade Ambiental).

Fonte: Duarte, N. C. et al. Comparativo dos requisitos LEED e AQUA para certificação ambiental de
edificações. Disponível em: <https://www.institutoventuri.org.br/ojs/index.php/firs/article/view/68>. Acesso
em 30 mar 2024.
Com base no exposto, para uma edificação de grande porte atender aos princípios de sustentabilidade
estabelecidos internacionalmente, após uma discussão entre os envolvidos no projeto, foi decidido que seria
escolhida uma certificação que avaliasse várias categorias, como localização sustentável, eficiência
energética, uso eficiente de água, materiais e recursos, qualidade ambiental interna e inovação no projeto. O
nível de certificação almejado é Platina.

Elaborado pelo professor, 2024.
Assinale a alternativa que apresenta qual é a certificação que apresenta estas características.
ALTERNATIVAS
AQUA.
LEED.
ISO 9.001.
ISO 14.001.
Produção mais limpa.

 

 

3ª QUESTÃO
A Política Nacional dos Resíduos Sólidos institui a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos
produtos, a ser implementada através da ordem de prioridade do gerenciamento de resíduos. Estes
conceitos fazem parte da nova versão da ISO 14001, que tem como requisito a inserção da perspectiva do
ciclo de vida dentro das organizações, preconizando uma abordagem mais abrangente e preventiva na
gestão dos resíduos.

Disponível em: <https://www.vertown.com/blog/entenda-a-relacao-do-ciclo-de-vida-do-produto-com-a
pnrs-e-a-nova-versao-da-iso-14001/>. Acesso em 30 mar 2024.
Uma indústria está enfrentando problemas relacionados à gestão de seus resíduos sólidos, causando
impactos ambientais significativos. Diante dessa situação, assinale a alternativa que propõe uma solução
que está em concordância com o objetivo da metodologia de gestão ambiental Avaliação do Ciclo de Vida.
ALTERNATIVAS
Priorizar a destinação final dos resíduos sólidos, para que estes não causem impactos aos recursos naturais.
Identificar oportunidades de redução na geração, reutilização de materiais e implementar processos mais eficientes.
Desenvolver parcerias com empresas locais para terceirizar o transporte e a disposição final dos resíduos gerados
pela indústria.
Desenvolver produtos de obsolescência programada, para que o consumidor possa substituí-los e acompanhar a
inovação tecnológica.
Contratar uma empresa de incineração para queime dos resíduos sólidos da indústria, visando reduzir o volume de
resíduos a serem dispostos em aterros sanitários.

 

 

4ª QUESTÃO
Segundo o artigo n.º 58 do Regulamento da Lei n.º 997/76, aprovado pelo Decreto n.º 8.468/76 e alterado
pelo Decreto n.º 47.397/02, o Licenciamento Ambiental pressupõe a existência de três tipos de licenças.
Elaborado pelo professor, 2024.
Com base no exposto assinale a alternativa que descreve as diferenças entre a licença prévia, a licença de
instalação e a licença de operação no processo de licenciamento ambiental.

ALTERNATIVAS
A licença prévia é válida por tempo determinado, a licença de instalação é renovável e a licença de operação é
concedida indefinidamente.
A licença prévia é concedida pelo órgão ambiental estadual, a licença de instalação pelo órgão ambiental municipal e
a licença de operação pelo órgão ambiental federal.
A licença prévia é concedida antes do início das obras, a licença de instalação autoriza o início das atividades
operacionais e a licença de operação é emitida após a conclusão do empreendimento.
A licença prévia inclui apenas a avaliação de impacto ambiental, a licença de instalação abrange estudos de
viabilidade e a licença de operação monitora o desempenho ambiental do empreendimento.
A licença prévia avalia a viabilidade ambiental do projeto, a licença de instalação aprova as condições de
implementação e a licença de operação permite o funcionamento regular e monitora o cumprimento das normas
ambientais.

 

 

5ª QUESTÃO
A NBR 10004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2004) classifica os resíduos sólidos quanto
aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para poderem ser gerenciados
adequadamente, sendo classificados em: resíduos classe I – perigosos e resíduos classe II – não perigosos
(resíduos classe II A – não inertes e resíduos classe II B – inertes).
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010 (Brasil, 2010), quanto à
origem, estabelece que os resíduos da construção civil (RCC), também denominados resíduos de construção
e demolição (RCD), são os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção
civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis.
Logo, sobre os RCC, a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA nº 307/2002
estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil (Brasil, 2002),
classificando-os conforme apresentado no Quadro 1.
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 10004: resíduos sólidos
classificação. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
BRASIL. Resolução n.º 307, de 5 de julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a
gestão dos resíduos da construção civil. Brasília, DF: Diário Oficial da União, seção 1, 17 jul. 2002. Disponível
em: https://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=305. Acesso em: 25
mar. 2025.
BRASIL. Lei n.º 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei
n.º 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União, seção 1,
3 ago. 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm.
Acesso em: 25 mar. 2025.
Quadro 1 – Classificação dos resíduos da construção civil
Fonte: adaptado de: https://sindusconsp.com.br/download/manual-gestao-ambienta-de-residuos-da
construcao-civil/. Acesso em: 6 maio 2025.
Nota: consideram-se embalagens vazias de tintas imobiliárias aquelas cujo recipiente apresenta apenas filme
seco de tinta em seu revestimento interno, sem acúmulo de resíduo de tinta líquida. As embalagens de
tintas usadas na construção civil serão submetidas a sistema de logística reversa, conforme requisitos da Lei
nº 12.305/2010, que contemplem a destinação ambientalmente adequada dos resíduos de tintas presentes
nas embalagens.
Para o gerenciamento de RCC de uma obra, considerando a resolução e a norma mencionadas, foram
identificados e classificados os resíduos conforme apresentados no Quadro 2:
Quadro 2 – Resíduos da construção civil de uma obra
Fonte: a autora (2025).
A respeito do gerenciamento dos RCC apresentados, analise as afirmativas a seguir:

I. Os RCC Classes A e B, por não serem considerados resíduos Classe I e serem não inertes, como exemplo
de resíduos de argamassa, tijolos, telhas e gesso, podem ser acondicionados conjuntamente.
II. Os resíduos Classe B, como as embalagens vazias de tintas imobiliárias, podem ser reutilizados para o
acondicionamento dos resíduos Classe D, pois ambos são considerados resíduos perigosos.
III. Os RCC de qualquer classe não poderão ser dispostos em aterros de resíduos sólidos urbanos (aterros de
resíduos domiciliares ou aterros sanitários).
IV. Os resíduos Classe A podem ser reutilizados ou reciclados, podendo retornar ao ciclo produtivo da
construção civil.

É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.

 

 

6ª QUESTÃO
A logística reversa é um dos instrumentos estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)
(Lei nº 12.305/2010) para assegurar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos
(Brasil, 2010). Adicionalmente, o Decreto nº 10.388/2020 institui o sistema de logística reversa de
medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, de uso humano, industrializados e manipulados, e de
suas embalagens após o descarte pelos consumidores (Brasil, 2020). Logo, especificamente para alguns
resíduos sólidos, a PNRS estabelece a obrigatoriedade de participação dos fabricantes, importadores,
distribuidores e comerciantes na implementação de sistemas de logística reversa de seus produtos.
No quadro a seguir, são listados os materiais que possuem sistemas de logística reversa implementados no
Brasil, com informações sobre suas instituições ou entidades responsáveis e instrumentos de
implementação. Em alguns casos, a atuação das instituições gestoras iniciou antes da assinatura dos
acordos setoriais e termos de compromissos, visto que regulamentações anteriores à PNRS já exigiam a
recuperação de certos materiais.
Fonte: BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos;
altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da
União, 3 ago. 2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007
2010/2010/lei/l12305.htm. Acesso em: 25 mar. 2025.
BRASIL. Decreto nº 10.388, de 5 de junho de 2020. Regulamenta o § 1º do caput do Art. 33 da Lei nº
12.305, de 2 de agosto de 2010, e institui o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares
vencidos ou em desuso, de uso humano, industrializados e manipulados, e de suas embalagens após o
descarte pelos consumidores. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 8 jun. 2020. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10388.htm. Acesso em: 25 mar. 2025.
Quadro 1 – Resumo dos materiais com sistemas de logística reversa no Brasil
Fonte: https://www.abrema.org.br/panorama/. Acesso em: 25 mar. 2025.
Acerca da logística reversa no Brasil, considerando as informações apresentadas, analise as afirmativas a
seguir:
I. A logística reversa trata-se de um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a
coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em
outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
II. Os sistemas de logística reversa são ferramentas usadas para intensificar a reutilização, a reciclagem e o
tratamento dos resíduos, com o intuito de melhorar o aproveitamento dos recursos naturais e promover a
circularidade dos materiais, reduzindo a necessidade de extração de matérias-primas virgens e o envio de
resíduos para aterros sanitários.
III. Diversos resíduos estão sujeitos à logística reversa, como as lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e
mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes; e as embalagens de óleos
lubrificantes, incluindo os resíduos com legislações anteriores à PNRS, como os agrotóxicos, seus resíduos e
embalagens; pilhas e baterias; pneus e óleos lubrificantes usados ou contaminados.
IV. Os sistemas de logística reversa também se aplicam a produtos comercializados em embalagens
plásticas, metálicas ou de vidro, assim como para medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, e de
suas embalagens.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.

 

 

7ª QUESTÃO
Diversos métodos de prevenção e controle da poluição atmosférica podem ser aplicados, os quais são
utilizados para evitar ou reduzir a emissão de poluentes para a atmosfera. Derisio (2017) explica que, com
relação à poluição do ar, podem ser consideradas quatro etapas: a produção, a emissão, o transporte e a
recepção de poluentes, de forma que, em cada uma dessas etapas, pode-se intervir para reduzir os riscos da
poluição por meio da aplicação de métodos, como: planejamento territorial e zoneamento ambiental;
eliminação e redução de poluentes; diluição de poluentes; e equipamentos de controle de poluentes (EPC).

Fonte: DERISIO, J. C. Introdução ao controle de poluição ambiental. 5. ed. São Paulo: Oficina de
Textos, 2017.
Sobre os métodos de controle da poluição do ar, analise as afirmativas a seguir:
I. Os equipamentos utilizados no controle da poluição atmosférica são diversos, e a sua escolha e
classificação dependem de fatores particulares, como o estado físico do poluente, o grau de limpeza
desejado, entre outros fatores.
II. Com relação ao estado físico do poluente, os equipamentos de controle de poluentes são diferenciados
entre os utilizados para remoção de material particulado e aqueles utilizados para remoção de gases e
vapores.
III. O grau de limpeza desejado está relacionado ao atendimento dos padrões de emissão e de qualidade do
ar, conforme legislação aplicável e/ou licença ambiental de operação do gerador.
IV. O sistema de filtragem por filtros de tecidos pode ser utilizado para o controle das emissões de material
particulado em processos industriais.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.

 

 

8ª QUESTÃO
Segundo a norma da ABNT NBR 8419/1992, aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos
urbanos no solo, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos
ambientais. Este método utiliza dos princípios da engenharia para confinar os resíduos sólidos em uma
menor área possível e reduzir o volume dos resíduos o máximo possível, cobrindo com uma camada de
terra na conclusão de cada trabalho.

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR: 8419: Apresentação de projetos de
aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos. Rio de Janeiro. 1992. Disponível em :
https://www.ipaam.am.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/NBR-8419-92-Apresentacao-de-Projetos-de
Aterros-Sanitarios-de-Residuos-Solidos-Urbanos.pdf. Acessado 05 abril 2024.

A figura abaixo representa um aterro sanitário:

Fonte: Vertown. Como funciona o aterro sanitário? Disponível em: <https://www.vertown.com/blog/como
funciona-o-aterro-sanitario/>. Acesso em 25 mar 2024.

Considerando o texto e a figura acima, avalie as afirmações a seguir:

I. O aterro sanitário conta com a drenagem do chorume, um resíduo líquido originado de processos de
decomposição de resíduos orgânicos.
II. A manta plástica PEAD é uma membrana seletiva que permite a passagem de líquidos não nocivos ao
lençol freático.
III. O interior do aterro possui um sistema de drenagem de gases, possibilitando a coleta do biogás, que
pode ser aproveitado para geração de energia.
IV. O biogás é proveniente da decomposição aeróbia da matéria orgânica, sendo o metano um bom
combustível para geração de energia.
V. A área de um aterro sanitário concluído pode ser revitalizada, por exemplo, com a construção de parques.

É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
I e IV, apenas.
IV e V, apenas.
I, II e III, apenas.
I, III e V, apenas.
I, II, IV e V, apenas.

 

 

9ª QUESTÃO
Em aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos (RSU), o biogás é gerado a partir da decomposição da
fração orgânica dos resíduos. Portanto, o biogás dos RSU é resultado da digestão anaeróbia, processo
biológico de conversão de matéria orgânica em condições de ausência de oxigênio. Em unidades
devidamente estruturadas para o aproveitamento de biogás, este é captado através de uma rede de dutos
instalados e, em seguida, é direcionado para o sistema de purificação.
O processo de purificação do biogás consiste na remoção de umidade, do gás carbônico (CO ) e de outras
impurezas, como o sulfefo de hidrogênio (HS) e siloxanos (encontrados primordialmente em cosméticos,
detergentes, material de construção, papéis revestidos e tecidos). O produto desse processo é o biometano,
um gás purificado com alta concentração de metano (CH ), podendo ter diferentes aplicações (Figura 1),
assim como um combustível estratégico na transição para uma matriz energética mais sustentável e no
fortalecimento da economia circular no Brasil.
Fonte: CARVALHO, R. Q. et al. Oportunidades enterradas: geração elétrica a partir do biogás de resíduos
sólidos urbanos. Vitória: Editora EDUFES, 2019.
Figura 1 – Cadeia de produção, transporte e consumo do biometano de resíduos sólidos urbanos
Fonte: https://www.abrema.org.br/panorama/. Acesso em: 25 mar. 2025.

Considerando as informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:

I. Um aterro sanitário pode se tornar fonte de energia alternativa para o município ao qual pertence, pois
pode ser considerado como um reator biológico (biorreator) em que as principais entradas são os resíduos e
a água da chuva, e as principais saídas são os gases (biogás) e o chorume (lixiviado).
II. O metano (CH ) e o dióxido de carbono (CO ) são os principais gases provenientes da decomposição
anaeróbia dos compostos biodegradáveis dos resíduos orgânicos.
III. O biogás, considerado como uma fonte de energia renovável, pode ser usado para a produção de
energia elétrica, sendo esta consumida in loco ou injetada na rede de distribuição de eletricidade da
empresa concessionária local.
IV. Após passar por um processo de tratamento, o biogás é transformado em biometano, que possui
características semelhantes ao gás natural, que dependendo da infraestrutura disponível, ele pode ser
injetado na rede de gás natural, usado em residências, processos industriais ou transformado em
combustível para veículos.
É correto o que se afirma em:
2
2
4
4 2
ALTERNATIVAS
I, apenas.
II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
I, II, III e IV.

 

 

10ª QUESTÃO
Estima-se que as atividades humanas tenham causado cerca de 1,0 °C de aquecimento global acima dos
níveis pré-industriais, com uma variação provável de 0,8 °C a 1,2 °C. É provável que o aquecimento global
atinja 1,5 °C entre 2030 e 2052, caso continue a aumentar no ritmo atual. O aquecimento causado por
emissões antrópicas desde o período pré-industrial até o presente persistirá por séculos e milênios e
continuará causando mudanças a longo prazo no sistema climático, como aumento dos níveis dos oceanos,
com impactos associados.
Fonte: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/publicacoes/relatorios-do
ipcc/arquivos/pdf/relatorio-executivo-08-07-web.pdf. Acesso em: 28 mar. 2025.
Logo, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) ocorrem praticamente em todas as atividades humanas e
setores da economia. Entre os GEE, o dióxido de carbono (CO₂) é o mais abundante, sendo emitido como
resultado de inúmeras atividades humanas, como, por exemplo, por meio do uso de combustíveis fósseis
(petróleo, carvão e gás natural) e também com a mudança no uso da terra. A quantidade de dióxido de
carbono na atmosfera aumentou 35% desde a era industrial, e esse aumento deve-se a atividades humanas,
principalmente pela queima de combustíveis fósseis e remoção de florestas. O CO₂ é utilizado como
referência para classificar o poder de aquecimento global dos demais gases de efeito estufa.
O segundo GEE mais emitido, o gás metano (CH₄), é produzido pela decomposição da matéria orgânica,
sendo encontrado geralmente em aterros sanitários, lixões e reservatórios de hidrelétricas (em maior ou
menor grau, dependendo do uso da terra anterior à construção do reservatório), e também pela criação de
gado e cultivo de arroz, apresentando poder de aquecimento global 21 vezes maior que o dióxido de
carbono. O óxido nitroso (N₂O), terceiro GEE mais emitido, cujas emissões resultam, entre outros, do
tratamento de dejetos animais, do uso de fertilizantes, da queima de combustíveis fósseis e de alguns
processos industriais, possui um poder de aquecimento global 310 vezes maior que o CO₂.
Fonte: https://antigo.mma.gov.br/informma/item/195-efeito-estufa-e-aquecimento-global.html. Acesso em:
28 mar. 2025.
Sobre os poluentes atmosféricos, assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
São fontes fixas de emissão as chaminés industriais, e fontes móveis de emissão, os veículos automotores.
O dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso, além de serem gases de efeito estufa, tratam-se de poluentes
atmosféricos secundários.
O dióxido de carbono é emitido durante a combustão incompleta de combustíveis e tem alta afinidade com a
hemoglobina, atrapalhando o transporte de oxigênio pelo corpo e podendo causar até mesmo a morte.
Em aterros sanitários, a captação e a utilização do gás produzido é uma boa opção para a redução de gases do
efeito estufa; no entanto, o gás metano presente no biogás pode ser utilizado como energia renovável, desde que
passe por processos de purificação para remoção de contaminantes presentes nos resíduos sólidos urbanos.
O metano trata-se de um gás de efeito estufa; no entanto, suas emissões podem ser reduzidas com o seu uso como
energia térmica ou elétrica, a partir da geração por meio da degradação biológica de matéria orgânica no tratamento
biológico de resíduos sólidos e de águas residuárias, por exemplo.

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