ROTEIRO DE ATIVIDADE PRÁTICA PRESENCIAL LOCORREGIONAL
CURSO: BACHARELADO EM FISIOTERAPIA
DISCIPLINA: ANATOMOFISIOLOGIA
EIXO/ÁREA DE
CONHECIMENTO:
SAÚDE
1. IDENTIFICAÇÃO DA ATIVIDADE
NOME DA ATIVIDADE: BASES ANATOMOFISIOLÓGICAS E CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS
OBJETIVO DA
ATIVIDADE:
CONSOLIDAR A COMPREENSÃO TEÓRICO-PRÁTICA SOBRE A ESTRUTURA E
O FUNCIONAMENTO DO CORPO HUMANO, PROMOVENDO A INTEGRAÇÃO
ENTRE ANATOMIA, FISIOLOGIA, HISTOLOGIA E BIOQUÍMICA COMO BASE
ESSENCIAL PARA O RACIOCÍNIO CLÍNICO E O DESENVOLVIMENTO DAS
COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DO FUTURO FISIOTERAPEUTA.
PROFESSOR
RESPONSÁVEL:
FERNANDA MARIA CERCAL EDUARDO
2. ETAPAS E CARGA HORÁRIA DA ATIVIDADE
CARGA HORÁRIA TOTAL DA ATIVIDADE: 50 horas
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA POR ETAPA
ETAPA CARGA HORÁRIA LOCAL DE REALIZAÇÃO
Atividade 1 – Leitura das orientações da disciplina
na Rota de Aprendizagem
5 horas Polo EaD
Atividade 2 – Estudo da temática e planejamento
prático da atividade
15 horas Polo EaD
Atividade 3 – Execução da ação prática 10 horas Ambiente externo
Atividade 4 – Copilado informações levantadas e
práticas realizadas em ambiente externo
5 horas Polo EaD
Atividade 5 – Desenvolvimento do relatório final 15 horas Polo EaD
Obs.: A distribuição da execução da prática e copilado de informações poderá ser ajustada conforme as
necessidades do curso, desde que mantida a proporção entre os momentos presenciais no polo e as atividades
práticas externas.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
As ciências morfofuncionais estudam a morfologia (anatomia e histologia) e a
compreensão do funcionamento do corpo humano, contribuindo com a compreensão de
patologias/ doenças que afetam a saúde humana e sua prevenção.
A Anatomia humana e a Fisiologia estudam as estruturas do corpo humano, suas
relações e funções e, assim sendo, essas disciplinas fazem parte da fundamentação para
todo e qualquer estudante na área da saúde. É necessário um bom aproveitamento desses
conhecimentos para o perfil do egresso em Fisioterapia, o qual é baseado nas Diretrizes
curriculares nacionais que orienta os cursos de Bacharelado em Fisioterapia. (RESOLUÇÃO
CNE/CES 4, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002)
O estudo da Anatomia sempre exerceu fascínio sobre o homem através dos tempos
por dedicar-se ao estudo macro e microscopicamente da constituição e do desenvolvimento
dos seres vivos, assim, desde a pré-história a necessidade de conhecer o que aos olhos
estava oculto fez do estudo de cadáveres um objeto de grande interesse e dedicação.
Atualmente o estudo detalhado e organizado das estruturas norteia o profissional da saúde,
em especial o Fisioterapeuta no exame (avaliação), diagnóstico cinéticofuncional e tratamento
do paciente. Sem boas noções de Anatomia o fisioterapeuta torna-se inapto ao exercício
profissional.
A Biologia, Histologia, a Bioquímica também fazem parte da Anatomia microscópica,
ou seja, estudam as estruturas em um nível estrutural impossível de se observar a olho nu,
em uma outra abordagem, o estudo dos tecidos e da sua organização por meio de lentes
potentes de um microscópio, dirimem a estrutura anatômica microscópica em detalhes pela
obtenção de imagens ampliadas dos organismos vivos, facilitando assim o estudo e
conhecimento das células, suas organelas e seres unicelulares e pluricelulares, incluindo
bactérias, protozoários etc.
A compreensão de órgãos e sistemas todavia, a correlação da função com a estrutura
portanto é área da Fisiologia. Funções de órgãos e sistemas, correlação de ossos,
articulações e músculos, vasos e nervos e suas respectivas regiões topográficas devem fazer
parte do cotidiano do Fisioterapeuta que, trabalha diretamente com o corpo humano, tem
como objeto de estudo o movimento humano em todas as suas formas de expressão e
potencialidades, assim como também todas as alterações patológicas inerentes às estruturas
e disfunções cinético-funcionais.
Como Fisioterapeuta, o profissional atua diretamente nas repercussões das alterações
descritas, assim como na prevenção de disfunções, sempre em prol da preservação,
desenvolvimento, restauração e integridade dos órgãos, sistemas e funções e elaborará
diagnósticos físicos-funcionais, elegerá os procedimentos, técnicas e recursos a serem
aplicados no tratamento, assim como avaliará os resultados e a evolução do tratamento
aplicado para fins de alta do serviço.
A formação do Fisioterapeuta tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos
requeridos no âmbito profissional, em suas atividades profissionais assegurando a prática
integrada e dentro dos mais altos padrões de qualidade, e dos princípios da bioética, com
grande responsabilidade social na atenção em saúde para suas próprias tomadas de
decisões, comunicação, administração e gerenciamento de recursos físicos e materiais,
aprendendo de forma contínua com compromisso junto à educação permanente.
A saúde é um direito inviolável do ser humano, trabalhar com saúde e poder oferecer
condições dignas de vida aos pacientes torna a profissão de Fisioterapia como uma das
maiores em satisfação profissional, ficando atrás apenas de profissões clericais ou de
salvamento como é o caso de clérigos e bombeiros. Reconhecendo a saúde como direito de
qualquer ser humano, o fisioterapeuta deve atuar a partir dos vários conhecimentos adquiridos
e de sua formação continuada de forma a garantir um conjunto articulado e contínuo de ações
e serviços preventivos e curativos de excelência de maneira personalizada, conquistando
assim a manutenção da saúde, bem-estar e qualidade de vida das pessoas, famílias e
comunidade na medida do possível.
De todas as disciplinas morfofuncionais a de Anatomia é a que mais traz aos alunos o
medo da reprovação, levando até mesmo à desistência do curso de graduação. Cardinot et
al. (2014) estudaram a importância da disciplina de anatomia humana para os estudantes das
Graduações em Educação Física e Fisioterapia, encontrando como resultado uma
consciência apurada dos estudantes sobre a importância e necessidade dessa disciplina para
a prática profissional. Mas, como ciência descritiva, que estuda as formas e estruturas do
corpo, os alunos consideram o processo de ensino-aprendizagem complicado, trabalhoso e
muitas vezes pouco relacionado com o momento vivido na graduação, ou seja, com pouca
correlação clínica, atribuindo a dificuldade de aprendizagem à didática do professor
(ARRUDA; SOUSA, 2013)
“tem sido reforçada a ideia de que a disciplina de Anatomia Humana tem um
caráter de memorização, o que traz grandes dificuldades para os discentes,
que, ao invés de aprenderem a Anatomia, se preocupam em memorizá-la”
(ARRUDA; SOUSA, 2013, p.67)
As aulas práticas dessa disciplina, assim como de outras aproximam e familiarizam o
aluno com as estruturas estudadas nas aulas teóricas, mas não há como negar que o
processo de ensino-aprendizagem dessa disciplina é complexo em virtude da grande
quantidade de conceitos e estruturas a serem assimiladas, o que não ocorre com pouca
dedicação, mas sim, com muitas horas de estudo e exploração individual do material didático
aplicado oferecido pelos respectivos cursos de graduação.
A primeira coisa a conhecer são os tipos de cortes anatômicos, os planos de secção
que nos evidenciam as estruturas em diferentes ângulos e visões, e os termos descritivos de
orientação, direção e localização. Após o estudo detalhado e compreensão dessa parte, há
necessidade de entendimento da linguagem anatômica, predominantemente constituída do
Latim e do grego mas que, nos últimos anos vêm se aproximando da língua inglesa. Por conta
disso, alguns termos são marcantes e descritivos a partir da fantasia visual do anatomista que
nomeou as estruturas e ainda, esses termos, podem ser atribuídos de acordo com a forma,
posição, trajeto, conexões, função e relação com o esqueleto (SOBOTTA, 2019). Após essa
compreensão, inicia-se os estudos dos sistemas organizados (Esquelético, Articular,
Muscular, Circulatório, Nervoso etc.) e assim por diante.
Todos os sistemas são importantes, mas para o fisioterapeuta, destaca-se a
importância do conhecimento em detalhe das peculiaridades do Sistema musculoesquelético,
por sermos os profissionais do movimento, como citado anteriormente. Nesse sentido o
estudo detalhado da superfície dos ossos (acidentes ósseos) e origens e inserções
musculares completam a necessidade profissional para orientar o exercício específico e
personalizado para cada segmento corporal, a fim de atenderem-se as demandas de
prevenção e tratamento atribuídas às nossas competências e habilidades.
Referências:
ARRUDA, Rodrigo Moreira; SOUSA, Cintia Regina Andrade. Aproveitamento teórico-prático da disciplina
anatomia humana do curso de fisioterapia. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 38, p. 65-71, 2014.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbem/a/hfvTbDXWbNKtZxpT4VRxBCD/?format=pdf&lang=pt
CARDINOT, Themis Moura et al. Importância da disciplina de anatomia humana para os discentes de educação
física e fisioterapia da ABEU CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELFORD ROXO/RJ. Coleção Pesquisa em
Educação Física, Várzea Paulista/SP, v. 13, n. 1, p. 95-102, 2014. Disponível em:
https://www.researchgate.net/profile/Themis
Cardinot/publication/273379741_IMPORTANCIA_DA_DISCIPLINA_DE_ANATOMIA_HUMANA_PARA_OS_DI
SCENTES_DE_EDUCACAO_FISICA_E_FISIOTERAPIA_DA_ABEU_CENTRO_UNIVERSITARIO_DE_BELF
ORD_ROXORJ/links/54ff461a0cf2eaf210b89b71/IMPORTANCIA-DA-DISCIPLINA-DE-ANATOMIA-HUMANA
PARA-OS-DISCENTES-DE-EDUCACAO-FISICA-E-FISIOTERAPIA-DA-ABEU-CENTRO-UNIVERSITARIO
DE-BELFORD-ROXO-RJ.pdf
Waschke, Jens. Sobotta Anatomia clínica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595151536/epubcfi/6/8[%3Bvnd.vst.idref%3Dcopyri
ght.xhtml]!/4
KENDALL et al. Músculos provas e funções com postura e dor. Barueri, SP: Manole, 2007. Disponível em
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520454947/pageid/0
4. MÉTODOS
4.1 ATIVIDADE 1: LEITURA DAS ORIENTAÇÕES DA DISCIPLINA (ROTA DE
APRENDIZAGEM)
Esta atividade possui carga horária de 5 horas presenciais a serem realizadas no Polo
de Apoio Presencial (PAP) de matrícula e tem como objetivo compreender os objetivos,
critérios de avaliação e metodologia da APPL. O(a) aluno(a) deverá realizar a leitura completa
das orientações da disciplina disponíveis na Rota de Aprendizagem no ambiente virtual,
assegurando o entendimento do percurso formativo e das etapas que compõem a atividade
prática. Após a leitura, o(a) aluno(a) deverá anexar prints de tela que comprovem o acesso e
a leitura dos conteúdos propostos, confirmando assim o cumprimento desta etapa inicial.
Figura 1 – Andamento da Rota de Aprendizagem
4.2 ATIVIDADE 2: ESTUDO E PLANEJAMENTO PRÁTICO DA ATIVIDADE NO POLO DE
APOIO PRESENCIAL
Esta atividade possui carga horária de 15 horas presenciais a serem cumpridas no
Polo de Apoio Presencial (PAP) de matrícula e tem como objetivo planejar a ação prática com
base no contexto locorregional e nos objetivos da disciplina. O(a) aluno(a) deverá estudar
individualmente ou em grupo sobre os temas propostos, produzindo desenhos e quadros
feitos à mão em caderno ou papel sulfite, devidamente assinados.
O conteúdo deve contemplar representações do esqueleto completo com identificação
dos ossos e principais acidentes ósseos1; imagens dos principais músculos do corpo humano
com indicação de origem, inserção e ação no corpo humano2; esquemas dos sistemas
circulatório e respiratório acompanhados de breve texto sobre a fisiologia cardiorrespiratória3;
representação do sistema nervoso central e periférico com suas subdivisões anatômicas4;
quadro comparativo dos sistemas urogenitais feminino e masculino5, e desenho do sistema
digestório com nomenclaturas e funções básicas6. Todo esse material produzido a mão pelo
aluno deverá ser anexado à atividade, evidenciando o envolvimento e a compreensão do
estudante sobre a anatomia e fisiologia humanas.
Ex1: esqueleto completo com identificação dos ossos e principais acidentes ósseos –
CONSIDERAR TODOS OS OSSOS DO ESQUELETO
Ex2: imagens dos principais músculos do corpo humano com indicação de origem,
inserção e ação no corpo humano – CONSIDERAR TODOS OS MÚSCULOS SUPERFICIAIS
DO CORPO HUMANO
Ex3: Esquemas dos sistemas circulatório e respiratório acompanhados de breve texto
sobre a fisiologia cardiorrespiratória – CONSIDERAR A ATUAÇÃO CONJUNTA ENTRE
SISTEMA CARDIOVASCULAR E SISTEMA RESPIRATÓRIO
Ex4: representação do sistema nervoso central e periférico com suas subdivisões
anatômicas – CONSIDERAR SISTEMA NERVOSO CENTRAL, SISTEMA NERVOSO
PERIFÉRICO, SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO E SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
Ex5: quadro comparativo dos sistemas urogenitais feminino e masculino – FOCAR AS
ESTRUTURAS E PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE OS SEXOS
Ex6: desenho do sistema digestório com nomenclaturas e funções básicas – O
MELHOR ESQUEMA PODE SER ELABORADO A PARTIR DE UM MAPA MENTAL BEM
ESTRUTURADO
ATENÇÃO: o objetivo aqui é o estudo aprofundado dos conteúdos de
Anatomofisiologia portanto, você deverá desenhar e escrever tudo à mão, e nos
desenhos/ esquemas, deve ter seu nome, RU e sua assinatura pessoal, garantindo
assim a realização por você aluno/aluna. Cada um dos esquemas e desenhos
exemplificados aqui não estão completos, o aluno deve considerar todos os sistemas
por completo para desenvolver sua atividade e não escolher um ou outro segmento do
corpo. Sim, será trabalhoso, mas o aprendizado será genuíno! Boa sorte!!
4.AÇÃO PRÁTICA EM AMBIENTE EXTERNO
Esta atividade possui carga horária de 10 horas práticas e tem como objetivo executar
a ação planejada em ambiente externo, institucional ou virtual, aplicando os conhecimentos
adquiridos e comprovando o desenvolvimento do aprendizado por meio de registros
fotográficos. O(a) aluno(a) deverá preparar-se utilizando lápis dermatográfico (ou lápis de
olho) e, se possível, contar com o auxílio de um espelho, colega ou familiar, respeitando
sempre a privacidade. Durante a execução, deverão ser palpadas e demarcadas as principais
estruturas anatômicas das regiões do dorso, ombro, cotovelo, tórax, joelhos e tornozelos,
desenhando seus contornos conforme a localização anatômica. Cada demarcação deverá ser
registrada com fotos nítidas, preservando a identidade dos participantes. As imagens
anexadas devem demonstrar o reconhecimento e a aplicação prática dos conteúdos de
anatomia humana.
INSTRUÇÃO:
Preparação:
o Separe um lápis dermatográfico (ou lápis de olho) e, se possível, um espelho, colega ou familiar para
auxiliar.
o Utilize roupas que permitam fácil acesso às regiões a serem demarcadas, respeitando sempre a
privacidade e o conforto.
o Sugerimos para as imagens que serão anexadas que a identidade dos participantes seja preservada.
Execução:
o Palpe cuidadosamente cada região anatômica indicada abaixo.
o Realize as demarcações diretamente sobre a pele, desenhando os contornos das estruturas conforme
sua localização anatômica.
o Após cada demarcação, tire uma foto nítida da região demarcada para registro e envio posterior das
evidências.
Regiões e estruturas a serem demarcadas:
a) Dorso
o Processos espinhosos das vértebras torácicas e lombares
o Escápulas (bordas medial, lateral, ângulo superior e inferior e espinha da escápula)
o Músculos rombóides maior e menor
o Músculos infra e supra-espinhais
o Cristas ilíacas
b) Ombro
o Acrômio
o Clavícula (extremidade acromial e esternal)
o Tubérculo maior do úmero
o Músculo deltóide
c) Cotovelo
o Epicôndilos medial e lateral do úmero
o Olécrano da ulna
o Cabeça do rádio
o Músculo braquiorradial
d) Tórax
o Esterno (manúbrio, corpo e processo xifoide)
o Arcos costais (costelas)
o Espaços intercostais
o Músculo peitoral maior
e) Joelhos
o Patela
o Côndilos femorais medial e lateral
o Tuberosidade da tíbia
o Cabeça da fíbula
o Tendão quadricipital
f) Tornozelos
o Maléolos medial (tíbia) e lateral (fíbula)
o Tendão de Aquiles
o Cabeça do tálus
o Ligamento deltóide
4.4 ATIVIDADE 4: COPILADO DE INFORMAÇÕES LEVANTADAS E PRÁTICAS
REALIZADAS
A Atividade refere-se ao compilado das informações no Polo de Apoio Presencial, com
carga horária de 5 horas presenciais. O objetivo desta etapa é organizar, revisar e
sistematizar todas as produções realizadas nas atividades anteriores, preparando o material
para a elaboração do Relatório Final que será desenvolvido na próxima etapa. Durante o
encontro presencial, o estudante deverá reunir todos os registros produzidos, tais como
desenhos, quadros comparativos, textos reflexivos, entrevistas, estudos dirigidos, materiais
educativos e demais evidências das práticas realizadas ao longo da disciplina. Esse
compilado tem a finalidade de consolidar o percurso formativo vivenciado na APPL, permitindo
uma visão integrada das aprendizagens e das competências desenvolvidas.
Nesta etapa, o aluno deverá revisar seus textos e materiais, verificando a coerência
entre as atividades, a clareza das informações e o cumprimento das orientações propostas.
4.5 ATIVIDADE 5: DESENVOLVIMENTO DO RELATÓRIO FINAL
A Atividade corresponde ao desenvolvimento do relatório final, com carga horária de
15 horas presenciais, a ser realizada no Polo de Apoio Presencial (PAP) de matrícula. O
objetivo é produzir o relatório final integrando todas as atividades desenvolvidas ao longo da
disciplina, de forma coesa, organizada e em conformidade com as normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Nesta etapa, o estudante deverá reunir e sistematizar as informações, análises,
reflexões e registros elaborados nas atividades anteriores, apresentando-as em um único
texto contínuo. O relatório deve demonstrar a evolução do processo de aprendizagem técnico
prático, evidenciar a compreensão dos conteúdos trabalhados e refletir sobre a importância
da atuação do fisioterapeuta.
A estrutura textual deve observar os princípios da escrita científica, contemplando
introdução, desenvolvimento e considerações finais, além das referências bibliográficas
utilizadas ao longo do trabalho, devidamente formatadas segundo as normas da ABNT (NBR
6023/2018).
É fundamental que o texto final apresente clareza, coerência e correção linguística,
demonstrando a capacidade de articulação entre teoria e prática. O relatório deverá ser
revisado e formatado cuidadosamente, garantindo a padronização de margens, espaçamento,
fonte e citações, conforme as orientações institucionais.
Atenção: o trabalho deve conter todas as respostas das atividades anteriores
integradas em uma única resposta-texto, sem subdivisões ou separações por tópicos. Essa
unificação tem por finalidade promover uma análise global da aprendizagem desenvolvida na
disciplina e evidenciar a capacidade do aluno em organizar e sintetizar o conhecimento
adquirido.
5. RESULTADOS ESPERADOS
5.1 Produto
Como produto final da Atividade Prática Presencial Locorregional (APPL), espera-se a
entrega de um relatório final e um relatório de evidências, elaborados conforme as normas da
ABNT, que apresentem a síntese das aprendizagens obtidas nas seis etapas desenvolvidas.
Os documentos deverão demonstrar a articulação entre teoria e prática, evidenciando o
domínio dos conteúdos relacionados às bases anatomofisiológicas e morfofuncionais, e a
capacidade do(a) estudante de aplicar tais conhecimentos na prática profissional do
fisioterapeuta.
5.2 Informações obrigatórias para o relatório final
O relatório deverá conter todas as informações referentes às atividades desenvolvidas
durante a APPL, incluindo: a identificação do(a) aluno(a), polo de matrícula e curso; a
descrição detalhada das etapas executadas; a análise das observações e aprendizados
obtidos; as reflexões pessoais sobre a importância das ciências morfofuncionais para a
formação e atuação em Fisioterapia; e as referências bibliográficas utilizadas conforme as
normas da ABNT. O texto deve ser coeso, redigido em formato dissertativo e apresentar
clareza, correção gramatical e profundidade técnica, refletindo o comprometimento do(a)
aluno(a) com o processo formativo.
5.3 Orientações para o relatório de evidências
As evidências a serem anexadas deverão comprovar a execução prática e o
envolvimento do(a) estudante nas atividades propostas. Devem ser incluídos registros visuais
(imagens das demarcações anatômicas, desenhos, quadros e esquemas elaborados à mão),
além de capturas de tela das leituras realizadas. Todo o material deve prezar pela nitidez,
autenticidade e adequação ética, resguardando a privacidade dos participantes. As evidências
devem estar organizadas de forma sequencial, acompanhadas de legendas explicativas,
demonstrando a coerência entre os objetivos da disciplina, os procedimentos executados e
os resultados alcançados.
6. AVALIAÇÃO
6.1 Plano de avaliação
O plano de avaliação da Atividade Prática Presencial Locorregional (APPL) consiste em três
componentes obrigatórios, sendo eles:
Entrega e validação da ficha de frequência, cuja aprovação está condicionada à
comprovação de, no mínimo, 75% de presença nas atividades presenciais realizadas. Utilizar
o modelo disponibilizado na aula 4 da disciplina;
Elaboração e entrega do relatório final, que deverá ser desenvolvido de acordo com
as orientações da disciplina e entregue durante a prova discursiva presencial no Polo EaD,
sendo avaliado com nota de 0 (zero) a 100 (cem) pontos. Utilizar o modelo disponibilizado
na aula 5 da disciplina.
Elaboração e entrega do relatório de evidências, contendo registros comprobatórios
das atividades realizadas, como fotos, vídeos, declarações ou outros documentos pertinentes,
entregue exclusivamente no AVA, na aba Trabalhos, sendo avaliado com nota de 0 (zero) a
100 (cem) pontos. Utilizar o modelo disponibilizado na aula 6 da disciplina.
6.2 Critérios de avaliação do relatório final e do relatório de evidências
O relatório final e o relatório de evidências serão avaliados considerando os seguintes
critérios:
• Clareza e coerência textual, com adequada estruturação das ideias e correção
linguística;
• Completude e profundidade das respostas, demonstrando domínio dos conteúdos
abordados e articulação com os objetivos da atividade;
• Pertinência das análises e reflexões apresentadas, evidenciando a capacidade de
relacionar teoria e prática;
• Adequação às normas institucionais e orientações da disciplina, incluindo formatação
e entrega conforme os prazos estabelecidos;
• Inserção das evidências das atividades práticas (apenas no relatório de evidências).
7. INTEGRAÇÃO COM AS COMPETÊNCIAS DO CURSO
A Atividade Prática Presencial Locorregional (APPL) da disciplina “Bases
Anatomofisiológicas e Ciências Morfofuncionais” contribui diretamente para o
desenvolvimento das competências essenciais do curso de Fisioterapia, conforme
estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais (Resolução CNE/CES nº 4/2002). Ao
promover a compreensão aprofundada da estrutura e do funcionamento do corpo humano, a
atividade fortalece a base científica necessária para o raciocínio clínico, a avaliação funcional
e a aplicação de procedimentos fisioterapêuticos fundamentados em evidências.
Por meio da integração entre conhecimento teórico e prática aplicada, o estudante
desenvolve habilidades cognitivas, técnicas e atitudinais, aprimorando sua capacidade de
observação, análise e correlação entre anatomia, fisiologia e manifestações clínicas. Além
disso, a atividade estimula a aprendizagem autônoma, o senso crítico e a responsabilidade
ética, pilares indispensáveis à formação de um profissional capaz de atuar na promoção,
prevenção, recuperação e reabilitação da saúde humana.
Dessa forma, a APPL contribui de maneira significativa para a consolidação do perfil
do egresso fisioterapeuta, comprometido com a qualidade da atenção à saúde, o trabalho
interprofissional, o uso racional dos recursos, a comunicação efetiva e a educação
permanente, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e com o
compromisso social da profissão.