MAPA – ARQ – ATELIÊ DE ARQUITETURA, URBANISMO E PAISAGISMO – 51-2026

MAPA – ARQ – ATELIÊ DE ARQUITETURA, URBANISMO E PAISAGISMO – 51_2026
Período:04/05/2026 08:00 a 05/07/2026 23:59 (Horário de Brasília)
Status:ABERTO
Nota máxima:3,50
Gabarito:Gabarito não está liberado!
Nota obtida:
1ª QUESTÃO
Atividade MAPA – Ateliê de arquitetura, urbanismo e paisagismo.
Identificação
Curso: Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Ateliê de arquitetura, urbanismo e paisagismo
Professor: Prof.ª Ma. Bruna Folmer

Nesta atividade, você será desafiado a desenvolver um projeto de UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS)
COMO ELEMENTO DE TRANSFORMAÇÃO URBANA, em nível de ANTEPROJETO, aplicando de forma
prática a metodologia de projeto arquitetônico apresentada ao longo da disciplina.
Para projetar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), é essencial seguir normas e diretrizes que garantam
funcionalidade, segurança, conforto e acessibilidade. A legislação brasileira, como a Portaria nº
2.436/2017, estabelece a Política Nacional de Atenção Básica e define a estrutura mínima e a organização
das unidades de saúde. O Manual de Projeto de Unidades Básicas de Saúde, do Ministério da Saúde,
também oferece orientações detalhadas sobre dimensões, fluxos e funcionalidade dos espaços, servindo
como referência fundamental para o desenvolvimento do projeto.
No que se refere à acessibilidade, a ABNT NBR 9050:2020 orienta sobre o acesso a edificações, mobiliário,
espaços e equipamentos urbanos, garantindo circulação adequada para pacientes, cadeirantes e pessoas
com mobilidade reduzida. Para segurança e conforto, normas como a ABNT NBR 9077:2018, que trata de
saídas de emergência, e a ABNT NBR 5410:2023, sobre instalações elétricas de baixa tensão, devem ser
observadas, assim como recomendações relativas à ventilação, iluminação natural e artificial, e conforto
térmico.
O projeto também deve considerar o dimensionamento de salas de atendimento, farmácia, triagem,
vacinação e administração, seguindo as orientações do Manual de UBS do Ministério da Saúde, incluindo a
separação de fluxos para pacientes, equipe e materiais, garantindo eficiência e higiene. Por fim, diretrizes de
sustentabilidade e integração urbana, como paisagismo, captação de água da chuva e eficiência energética,
contribuem para que a UBS atenda à comunidade de forma funcional e harmoniosa com o entorno.
Este MAPA foi estruturado para conduzir você passo a passo, desde a leitura e análise do lugar até a
elaboração de uma proposta integrada.
Lembre-se de que projetar não é apenas desenhar um edifício, mas intervir na cidade, qualificar o espaço
urbano, promover bem-estar coletivo e responder às necessidades reais da população.
A UBS, neste exercício, deve ser compreendida como um equipamento público estratégico, capaz de
articular arquitetura, urbanismo e paisagismo, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e para
a construção de espaços mais inclusivos, acessíveis e sustentáveis.
ATENÇÃO:
O trabalho poderá ser realizado individualmente, em duplas e trios, conforme a preferência dos alunos,
todos os integrantes do grupo devem entregar o trabalho individualmente em seu ambiente de estudos, e
no arquivo entregue, o carimbo do trabalho (disposto em todas as pranchas) deve conter o nome completo
e o RA de todos os participantes do grupo. Assim também a ficha da participação das práticas do grupo,
constando os nomes dos integrantes e as atividades desenvolvidas pelos integrantes durante a semana do
módulo.
Atenção sobre formação de grupos e terreno escolhido:
Os grupos devem ser formados apenas por alunos do mesmo polo ou atendidos pelo mesmo tutor.
O terreno será fornecido exclusivamente pelo tutor, você poderá solicitá-lo ao seu tutor durante as suas
práticas.
Este trabalho não corresponde a projeto legal nem executivo. O foco está no raciocínio projetual, na
análise crítica do contexto urbano, na integração entre arquitetura, urbanismo, paisagismo e
sustentabilidade, e na clareza da representação gráfica.

LEIA ATENTAMENTE TODO O ROTEIRO ANTES DE INICIAR O PROJETO!
IMPORTANTE:
Nesta atividade, você deverá desenvolver uma UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) concebida como
elemento de transformação urbana, considerando:
Urbanismo → relação com a cidade, fluxos, acessos e inserção no contexto urbano.
Arquitetura → organização funcional, humanização dos espaços e qualidade ambiental interna.
Paisagismo → vegetação, conforto ambiental, áreas externas e ambiência.
O objetivo é projetar um equipamento público de saúde que seja acessível, acolhedor e integrado ao
espaço urbano, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população e para a qualificação do
entorno.
Ao longo do desenvolvimento do projeto, você deverá representar graficamente suas decisões e
justificá-las de forma clara, demonstrando domínio do raciocínio projetual e integração entre as diferentes
escalas de intervenção.

SUGESTÃO
Inicie o projeto já nas primeiras semanas de aula. Esta é uma atividade extensa, que exige tempo de
reflexão, testes e ajustes. Utilize as aulas conceituais, aulas ao vivo e os encontros presenciais para
amadurecer seu projeto.

ETAPAS DO PROJETO
A Unidade Básica de Saúde (UBS) deverá ser projetada como um equipamento público que vai além do
edifício, atuando como elemento estruturador do espaço urbano e promotor de qualidade de vida.
A arquitetura deve cuidar, acolher e educar através do espaço, por meio de:
• forma (organização clara, legível e acolhedora).
• materialidade (sensações, durabilidade e identidade).
• percurso (fluxos bem definidos e acessíveis).
• paisagem (integração com áreas externas e espaços de permanência).
Um bom projeto será aquele em que o usuário se sente acolhido, orientado e confortável ao vivenciar o
espaço, compreendendo intuitivamente seu funcionamento e usufruindo de ambientes saudáveis e
integrados à cidade.

PERFIL DE USUÁRIO – COMUNIDADE URBANA ATENDIDA
A UBS será utilizada por:
• Crianças.
• Jovens.
• Adultos.
• Idosos.
• Profissionais da saúde.
• Famílias e comunidade em geral.
Comportamento:
• Busca atendimento e orientação em saúde.
• Permanece no espaço por diferentes períodos.
• Circula entre áreas internas e externas.
• Utiliza o espaço também como ponto de apoio comunitário.
Necessidades:
• Espaços acessíveis e inclusivos.
• Ambientes acolhedores e humanizados.
• Percursos claros e bem organizados.
• Áreas de espera confortáveis (internas e externas).
• Contato com áreas verdes e conforto ambiental.
• Segurança e orientação espacial.
LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
O terreno destinado ao desenvolvimento deste projeto compreende uma quadra urbana, possuindo,
portanto, grande potencial de impacto na dinâmica da cidade. Dessa forma, o projeto deverá considerar
não apenas o edifício da UBS, mas também sua relação com o entorno urbano, incluindo acessos, fluxos,
espaços livres e integração com a malha da cidade. O tutor disponibilizará o terreno aos estudantes durante
as práticas presenciais, servindo como referência para a análise e elaboração do anteprojeto. O terreno será
fornecido exclusivamente pelo tutor e poderá ser solicitado durante as prática da disciplina.
MEMORIAL JUSTIFICATIVO
Partido Arquitetônico:
Apresentação do conceito geral do projeto.
Explicação das estratégias de organização espacial, funcionalidade e integração com o entorno.
Conceito:
Fundamentação das ideias que nortearam o projeto.
Justificativa das escolhas estéticas, funcionais e simbólicas.
Partido:
Detalhamento do desenvolvimento formal e volumétrico do projeto.
Relação entre o conceito inicial e a materialização arquitetônica.
Explicação das soluções de circulação, iluminação, ventilação e paisagismo, quando pertinentes.
PROGRAMA DE NECESSIDADES – UBS (BÁSICO E ESSENCIAL)
O programa de necessidades é fundamental para orientar o desenvolvimento do projeto da Unidade Básica
de Saúde, garantindo seu funcionamento adequado e sua integração com a cidade. A seguir, apresentam-se
os principais grupos de espaços que não podem faltar:
ACESSO E ACOLHIMENTO
Entrada principal clara e acessível.
Recepção / atendimento inicial.
Sala de espera (interna).
Área de espera externa integrada ao paisagismo.
Espaço de triagem / acolhimento inicial.
Deve considerar: relação com a rua, acessos seguros, conexão com calçadas e fluxo de pessoas.
ATENDIMENTO EM SAÚDE (NÚCLEO PRINCIPAL)
Consultórios médicos.
Consultórios de enfermagem.
Consultórios de Odontologia.
Sala de vacinação.
Sala de procedimentos.
Sala multiprofissional (psicologia, assistência social etc.).
Farmácia / dispensação de medicamentos.
Deve garantir: fluxos organizados, privacidade, ventilação e iluminação natural.
APOIO AO USUÁRIO
Sanitários públicos (acessíveis).
Espaços de permanência qualificados.
Áreas externas de espera (com sombra e conforto).
Importante: integrar com o paisagismo para melhorar o bem-estar.
ÁREA ADMINISTRATIVA
Sala administrativa.
Recepção interna / apoio.
Sala de reuniões (opcional).
Deve ser funcional, sem interferir nos fluxos de atendimento.
APOIO AOS FUNCIONÁRIOS
Copa.
Vestiários.
Sanitários internos.
Área de descanso.
SERVIÇOS E SUPORTE
Depósito de materiais.
Almoxarifado.
Área de resíduos (com separação adequada).
Área técnica (equipamentos).
Deve ter acesso controlado e, se possível, independente.
ESPAÇOS EXTERNOS E PAISAGISMO (ESSENCIAL NO PROJETO)
Área verde / jardim.
Espaços de permanência e convivência.
Sombreamento (árvores, estruturas).
Percursos acessíveis.
Possível jardim terapêutico.
Inserção de uma academia ao ar livre voltada para idosos.
Incorporar um elemento simbólico que remeta à história da cidade, valorizando a identidade local.
Aqui está o diferencial: o espaço externo deve fazer parte do cuidado e não ser residual.
RELAÇÃO COM O URBANISMO
Calçadas acessíveis e qualificadas.
Acessos bem definidos (pedestres e veículos).
Área de embarque/desembarque (faixa elevada para travessia pedestres).
Bicicletário.
Integração com transporte público (quando possível).
Relação com a quadra urbana (praça, recuos, espaços públicos).
A UBS deve atuar como elemento de qualificação urbana, não apenas como edifício isolado.
Figura 1: Setorização UBS – Parque Do Riacho.
Fonte: Archdaily, 2026.
A imagem foi utilizada como referência por apresentar uma organização clara de setorização em projetos de
saúde, evidenciando a distribuição dos ambientes conforme suas funções. Além disso, o esquema destaca
de forma eficiente a existência de múltiplos acessos, permitindo a separação dos fluxos — como público,
serviços e apoio — o que contribui para um funcionamento mais organizado e adequado da edificação. Essa
estratégia foi adotada como base para o desenvolvimento do projeto, especialmente na definição dos três
acessos principais.
CONTEÚDO DE ENTREGA:
Agora que você desenvolveu o conceito e estruturou suas ideias, é o momento de materializar o
projeto por meio das representações gráficas em nível de anteprojeto. A seguir, estão relacionadas as
peças que deverão ser produzidas, contemplando de forma integrada arquitetura, urbanismo e
paisagismo:
• Memorial Justificativo:
Partido Arquitetônico: Apresentar o conceito geral e a organização espacial do projeto, destacando
funcionalidade e integração com o entorno, detalhar o desenvolvimento formal e volumétrico, relacionando
conceito e materialização, e explicando soluções de circulação, iluminação, ventilação e paisagismo (quando
aplicável).
Conceito: Fundamentar as ideias que orientaram o projeto e justificar escolhas estéticas, funcionais e
simbólicas.
Escolhas estéticas e funcionais: cores, materiais, formas, iluminação, ventilação e paisagismo, explicando por
que foram adotadas.
• Relação com normas e diretrizes: como o projeto atende às exigências técnicas, de conforto, segurança e
acessibilidade ( citar em forma de texto como foi aplicado no projeto).
• Plantas técnicas com layout: destaque para o pavimento térreo e a implantação geral do projeto na
quadra, incluindo o tratamento paisagístico. Devem ser inseridas cotas gerais que permitam a compreensão
das dimensões e proporções do conjunto.
• Cortes técnicos: evidenciando relações espaciais, alturas, volumetria e a integração entre ambientes
internos e externos (mínimo 02, longitudinal e transversal).
• Estudo volumétrico e perspectivas:que expressem a forma da edificação, sua inserção no terreno e a
relação com os espaços abertos e a paisagem. (mínimo 04 perspectivas e 02 render’s).
• Mapa de implantação geral: com o entorno do bairro, abrangendo aproximadamente de 3 a 4 quadras
ao redor do terreno, no qual devem ser indicadas as principais intervenções propostas, como melhorias de
acessos, qualificação de espaços públicos, fluxos e conexões urbanas.
• Skyline (panorama urbano), representando a edificação em conjunto com o entorno, demonstrando sua
inserção na paisagem urbana. A técnica de representação é livre.
• Ficha de orientação das práticas que será fornecida aos alunos pelo tutor responsável pelas atividades
práticas, servindo como guia durante o desenvolvimento das tarefas.
IMPORTANTE!
Lembre-se de que você está desenvolvendo um projeto completo de Unidade Básica de Saúde (UBS) que
articula Arquitetura + Urbanismo + Paisagismo você é incentivado a propor intervenções urbanas
complementares, como requalificação de calçadas, criação de áreas de permanência, espaços verdes,
melhorias na acessibilidade e organização de fluxos. Essas estratégias devem reforçar o papel da UBS como
elemento de transformação urbana e melhoria da qualidade de vida da comunidade.
FORMATO DE APRESENTAÇÃO
• Um único arquivo digital (PDF).
• Pranchas A1 (quantas forem necessárias) com representação gráfica e memorial descrevendo a proposta
(texto sucinto, escalas compatíveis, e atenção à legibilidade e coerência visual).
• A quantidade de pranchas ficará a critério do estudante, com a orientação do tutor.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este projeto não busca apenas uma Unidade Básica de Saúde bem resolvida do ponto de vista funcional.
Busca um espaço que vá além do atendimento, atuando como elemento ativo na cidade e na vida das
pessoas.
Espera-se que a proposta:
• Promova acolhimento e bem-estar por meio da organização espacial.
• Integre arquitetura, cidade e natureza de forma coerente.
• Utilize a tecnologia com intencionalidade, contribuindo para o conforto e a sustentabilidade.
• Proporcione experiências positivas aos usuários, reduzindo o estresse e qualificando a permanência no
espaço.
Um bom projeto será aquele em que o usuário se sente orientado, confortável e acolhido ao percorrer os
ambientes, compreendendo o espaço de forma intuitiva e estabelecendo uma relação positiva tanto com a
edificação quanto com o entorno urbano e a paisagem.
Bom trabalho!
REFERÊNCIAS:
Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/967604/unidade-basica-de-saude-ubs-parque-do-riacho
saboia-plus-ruiz-arquitetos. Acesso em: 19 mar. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Estrutura Física das Unidades Básicas de Saúde. Brasília:
Ministério da Saúde, 2008. Disponível
em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_estrutura_fisica_ubs.pdf. Acesso em: 31 mar. 2026.
ANVISA – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC nº 50/2002: Regulamento técnico para
planejamento, programação e avaliação de estabelecimentos assistenciais de saúde, Brasília: Ministério da
Saúde, 2002. Disponível
em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/rdc0050_21_02_2002.html. Acesso em: 31 mar.
2026.
LIVROS
• Juan Luis Mascaró. Infraestrutura da Paisagem.
• Francis D.K. Ching. Arquitetura: Forma, Espaço e Ordem.
• Neufert. Arte de Projetar em Arquitetura.
ALTERNATIVAS
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