1ª QUESTÃO
Olá, aluno!
Nessa atividade o foco é o aprofundamento das problemáticas associadas ao lugar (contexto urbano e
paisagem), programa e materialidade, além de considerar normativas vigentes, urbanas, de acessibilidade e
representação. O desafio é que você aplique os conhecimentos adquiridos até aqui e elabore um projeto em
um nível de complexidade médio, atendendo uma demanda coletiva.
Para esse fim, você como futuro arquiteto, deve-se colocar no lugar dos usuários e transformar esse espaço
em um lugar agradável, funcional e que atenda a todos de forma igualitária e promova a equidade a
aqueles que ocupam esse espaço. Assim, siga as instruções deixadas abaixo e seja criativo.
IMPORTANTE: O roteiro deste mapa está dividido da seguinte forma:
1) etapas a serem seguidas;
2) o que entregar;
3) projeto institucional de ensino infantil e fundamental.
No decorrer do roteiro você irá encontrar algumas imagens que ilustram sugestões que podem ou não
serem seguidas.–
SUGESTÃO: inicie o projeto já na primeira ou segunda semana de aula, pois ela será uma atividade
extensa e morosa que não pode ser resolvida em pouco tempo. Veja as aulas conceituais e as aulas ao
vivo para aprender a metodologia de projeto e após, resolva o teu próprio projeto com o que
aprendeu.
E, ainda, aproveite ao máximo os encontros presenciais que terá no polo, pois estes serão
de grande ajuda na conduta de seu projeto.–
Vamos às etapas de projeto que você deverá seguir.
Lembre-se que essas etapas não são cada uma obrigatoriamente uma prancha, mas sim, são os passos que
deve seguir até chegar no projeto.
1 – Análise das condicionantes do projeto.
2 – Análise de correlatos (mínimo 2).
3 – Croquis de estudo (à mão ou com software)
4 – Estudos de setorização + estudo volumétrico
5 – Anteprojeto
Cada uma dessas etapas deve gerar alguns desenhos técnicos e/ou memoriais justificativos. Veja a
explicação de cada uma das etapas abaixo.–
ETAPA 01 – Análise de condicionantes
A etapa de análise de condicionantes está relacionada com outras disciplinas que você já teve em sua
graduação. Você deve analisar tudo o que o terreno oferece, bem como o que o programa de necessidades
vai te oferecer de limitantes ou potencialidades. Abaixo, deixo uma lista de possíveis condicionantes a serem
analisadas.
a) Condicionantes urbanas (recuos, taxas, índices, quantidade de pavimentos, altura máxima…)
b) Condicionantes climáticas
c) Condicionantes do bairro (características visuais do entorno, arborização, acessos, sistema viário)
d) Condicionantes topográficas
e) Condicionantes pessoais (como eu gostaria de produzir esta edificação?)
f) Condicionantes programáticas (programa de necessidades)
g) Potencialidades do lote a serem identificadas.
DICA: nesta etapa, vocês não precisam ter a obrigação de produzir desenhos técnicos. É muito mais livre.
Porém, lembre-se de que esta etapa não pode ser feita em forma de texto, exclusivamente. Condicionantes
climáticas, por exemplo, deve-se mostrar ao menos uma carta solar ou um estudo simples de sol nascente e
poente. Condicionantes topográficas podem ser mostradas por meio de um corte esquemático.
Condicionantes urbanas podem ser simplesmente uma tabela…
Lembre-se que você está fazendo um projeto e não um relatório!
Exemplo:
O terreno escolhido se encontra no bairro___________________________, da cidade de ________________.
Localizado na avenida Cesário Alvim, esquina com a rua Belém e fundos com a avenida Floriano Peixoto.
Medindo ____m na testada principal e _____m na lateral, totalizando _____m² de área útil.
ETAPA 02 – Análise de correlatos
Nesta etapa, seguiremos o mesmo padrão de outros projetos. A busca de correlatos aqui vai se dar a partir
de seus anseios enquanto projetista. O que você quer com sua edificação? Ela vai ser térrea? Vai ter um
sistema estrutural diferente? Vai ter alguma solução de fluxos mais complexa?
Essas perguntas devem nortear sua escolha de correlatos, pois eles serão os seus exemplos-guia para o
desenvolvimento do projeto.
Você deve buscar ao menos dois e no máximo três correlatos para seu projeto. Desses correlatos, é
importante verificar as diferenças entre uma instituição de ensino térrea e outra com mais de um pavimento,
devido a inserção de rampas e escadas.
DICA: Analisar correlatos não é apenas replicar em seu projeto, um elemento que você gostou. Vai muito
além disso. Analisar correlato é compreender quais foram as NECESSIDADES do projeto analisado e a partir
delas, quais foram as SOLUÇÕES adotadas para o problema. Ou seja, analisar correlato não é fazer uma
descrição do projeto, mas sim, verificar o COMO e principalmente os PORQUÊS da obra ser feita daquela
forma.
Ok, mas o que eu vou usar no meu projeto?
Você irá usar apenas as soluções no teu projeto. Pode ser que o seu correlato tenha uma solução de
topografia interessantíssima que alia um sistema estrutural treliçado com bases esguias de concreto,
fazendo com que se crie um pavimento a mais. Neste caso, você pode utilizar o mesmo princípio da ideia
para resolver o teu projeto (se as necessidades forem as mesmas). Mas nunca, transportar uma ideia
simplesmente porque você gostou.–
ETAPA 03 – Croquis de estudo
Nada de novo aqui nesta etapa. A partir de todas as análises, agora sim você pode começar a rabiscar o se
projeto.
Fique livre para escolher o método de criação que mais te agrada, bem como criar o croqui da forma como
bem entender.
IMPORTANTE: a etapa de criação de croquis pode ou não aparecer nas pranchas finais. Ou seja, ela é
totalmente opcional no sentido de ser inserida nas pranchas, porém, é altamente recomendado que não
pule esta etapa em sua criação.
A partir do lote, insira o Norte e comece a rabiscar o que você gostaria no projeto. Como você gostaria que
ele aparentasse, qual a melhor solução pra cada parte, enfim… Criação livre e pura!
REFORÇANDO: Esta etapa
não é obrigatória aparecer nas pranchas finais de projeto!–
ETAPA 04 – Estudos de setorização + estudo volumétrico
Setorizar o seu projeto quer dizer que você vai dividi-lo em setores macro e dispor esses setores na melhor
posição que você definir para seu lote.
Nesta etapa, você pode criar uma setorização em planta, em volumetria ou até mesmo em corte. Ou então
fazer um misto de técnicas para chegar a um resultado satisfatório.
A setorização vai direcionar quem vê o seu projeto pela primeira vez a compreender melhor o que foi
projetado e a forma como foi pensado o projeto. Por isso, ela deve ser clara, de fácil compreensão e com
uma legenda simples, sem muitos detalhes ou nuances.
Geralmente em projeto institucional de ensino, trabalhamos com três setores distintos: Pedagógico,
Administrativo, Esportivo, Serviços e Estacionamento. Porém, pode ficar livre para organizar outro tipo de
setor, se necessário.
É nesta etapa também que adequamos o posicionamento dos setores em relação às condicionantes
climáticas como: a) incidência solar (aproveitamento de luz natural); b) ventos dominantes (ventilação
natural). Assim incorporamos no projeto ações sustentáveis e de responsabilidade ambiental.
Quando tratamos de estudo volumétrico, você tem duas opções de fazer: a) estudar a forma enquanto
modelo físico (maquete real); ou b) estudar a forma a partir de um modelo virtual (maquete eletrônica).
Neste projeto, o ideal é fazer o modelo físico somente com a volumetria externa, não se atendo a pequenos
detalhes, nem a texturas, mas sim, à forma.
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ETAPA 05 – Anteprojeto
Nesta fase, você precisa ter o projeto já definido, porém, não descarte a possibilidade de alterações ainda. O
anteprojeto é uma fase anterior ao projeto legal, ou seja, não vai ser necessário chegar com cotas muito
específicas, nem mesmo fazer com que o projeto seja detalhado nos mínimos detalhes.
Pense que o
anteprojeto é aquele projeto que você leva para o seu cliente avaliar antes de produzir o projeto de obra ou
de prefeitura.
Com isso, você deve pensar em algumas coisas:
a) Como seu cliente vai ver o projeto? Ele não entende projeto técnico, por isso, você pode fazer o uso da
humanização das plantas.
b) O que é necessário para explicar o meu projeto? Seu projeto precisa de cotas de nível para ser
compreendido? Precisa de algum corte? Precisa de algum detalhe?
c) Preciso identificar os meus ambientes com cotas de tudo?
d) É mais importante que o meu cliente saiba qual a distância da boneca da porta ou qual o comprimento
total da sala de aula?
Além disso, o anteprojeto prevê que o layout dos mobiliários internos seja bem representado. O layout deve
ser definido com base na planta já criada. Neste ponto, você deve trabalhar com inserção de mobiliário
básico, sem necessidade de criar muitas nuances de projeto de interiores. Lembre-se de que você precisa
otimizar o seu tempo. Por isso, prefira utilizar blocos de mobiliários prontos a desenhar todos os mobiliários.
Na etapa de anteprojeto você deve entregar ao menos uma planta do(s) pavimento(s) com layout
(humanizada ou não); uma planta de cobertura; ao menos um corte; ao menos uma fachada.
DICA: o layout dos mobiliários não é um projeto técnico, portanto, não precisa ser feito com muitas cotas,
nem ter soluções mirabolantes. O que precisamos é somente o básico para entender como os ambientes
estão funcionando e qual será a disposição básica de cada móvel.
CHECKLIST DO QUE PRODUZIR
(isso tudo deve ser apresentado nas pranchas de projeto)
PRANCHAS INICIAIS (quantas forem necessárias)
1 – Mapa de localização do terreno em relação ao bairro (condicionantes do bairro)
2 – Diagrama de condicionantes climáticas do lote
3 – (opcional) relatório fotográfico básico do entorno
4 – Corte longitudinal do lote, mostrando o desnível
5 – (opcional) organograma do programa de necessidades
6 – Análise dos correlatos com breve texto e algumas imagens
7 – Memorial descritivo e justificativo da proposta
a) Inserir no memorial as informações de conceito e partido adotados.
PRANCHAS INTERMEDIÁRIAS (quantas forem necessárias)
1 – (opcional) croquis de evolução da forma – à mão ou em software
2 – Setorização em planta, volumétrica ou em corte (o que melhor se adaptar)
3 – Planta layout na escala 1:50 ou 1:75
a) Inserir mobiliário
b) Hachura de piso nas áreas molhadas
c) Cotas internas dos ambientes (sem linha de cota)
d) Nome dos ambientes
e) Tipo de piso
f) Outros símbolos que julgar necessário
g) Não é necessário fazer projeto executivo!
PRANCHAS FINAIS (quantas forem necessárias)
1 – Implantação e cobertura (1:50 ou 1:75)
2 – Cortes (1:50 ou 1:75)
a) Mínimo de um corte
b) Se for necessário, pode passar mais cortes
3 – Fachada (1:50 ou 1:75)
a) Inserir detalhes técnicos de acabamentos, cores e revestimentos
4 – Perspectivas do projeto–
COMO APRESENTAR OS DESENHOS?
Todo o projeto deve ser apresentado em pranchas de tamanho A2 ou A1, orientação paisagem, com
margens e carimbo técnico. As regras de representação são dispostas a seguir:
1 – As pranchas devem obrigatoriamente ser em tamanho A2 ou A1.
2 – Como a orientação é paisagem, as plantas devem seguir a mesma posição.
3 – As margens podem ser de 7 a 10mm
4 – O carimbo fica a escolha do aluno, não precisando ser tão grande, mas o suficiente para dispor as
informações do aluno e do trabalho.
5 – A quantidade de pranchas é livre, desde que atenda a todas as etapas propostas.
6 – Sim, todas as informações devem estar dispostas nas pranchas. Nenhuma informação de projeto deve
estar em arquivos separados, seja em relatórios de texto em formato word ou então apresentações em
forma de slides.
7 – Todas as
plantas devem apresentar norte.
8 – Evite colocar textos muito longos na diagramação das pranchas. Isso dificulta a compreensão do teu
projeto.
9 – Lembre-se: mesmo em um formato A2 ou A1, as letras devem seguir um padrão de tamanho!
10 – Os desenhos podem ser feitos à mão.–
COMO ENVIAR OS ARQUIVOS?
Não envie outros formatos de arquivo que não PDF! O corretor não consegue abrir outros tipos de arquivo.
Todas as pranchas devem estar no mesmo PDF. Isso quer dizer que se você tiver 10 pranchas A2, as 10
pranchas terão de estar no mesmo arquivo. Para isso, utilize algum programa ou site que faça a junção de
PDFs como o I Love PDF.
DICA: É comum as pranchas ficarem superpesadas quando juntadas. Se isso acontecer, pode utilizar um
compactador de PDF para reduzir seu tamanho.
IMPORTANTE: Não mande o arquivo em RAR ou ZIP. Se o corretor não conseguir abrir este formato, sua
nota será zero!
MAIS IMPORTANTE AINDA: Não deixe para enviar de última hora. Evite dores de cabeça e mande uns dois
dias antes. Tenha o trabalho pronto na última quarta-feira aula. Você vai ver que será bem melhor.–
PROJETO INSTITUCIONAL DE ENSINO INFANTIL E FUNDAMENTAL
A escola é uma das instituições sociais mais importantes no desenvolvimento de uma nação, lugar esse
onde as pessoas devem frequentar durante boa parte de suas vidas. A história da educação e da escola
conduzem todos os momentos de crescimento do ser humano, a contar da educação primitiva até os
moldes da educação aplicada nas escolas atuais.
A relevância pelo tema abordado passa pela exigência de uma reflexão da prática aplicada nos projetos
arquitetônicos de espaços escolares, onde existem estudos sobre as crianças e adolescentes que
frequentaram esses espaços, pensando nas suas necessidades, no seu desenvolvimento, e nas linguagens
essenciais do espaço escolar, conectando educação e o entretenimento.
O seu escritório recebeu um pedido de projeto para elaboração de uma edificação para instalação de
instituição de ensino infantil e fundamental. Sabendo disso, crie um espaço escolar, de modo que esse lugar
seja o provedor do poder de escolha dos alunos na realização de suas atividades, onde é exatamente nesse
ponto que a arquitetura escolar tem como finalidade o desenvolvimento dessas oportunidades no que diz
respeito a ensino e aprendizagem. Além disso, sabe-se que as configurações do espaço influenciam o
comportamento das pessoas e que vai além dos aspectos estéticos, pois em um ambiente escolar devem-se
levar em consideração parâmetros de conforto ambiental, acessibilidade, ergonomia, infraestrutura e
implantação do edifício.
Então, seu papel como arquiteto tem uma grande importância nesse desenvolvimento, o tema demonstra a
importância de investir na elaboração de uma edificação escolar de qualidade. O edifício escolar deve ser
analisado como resultado da expressão cultural de uma comunidade, por refletir e expressar aspectos que
vão além da sua materialidade, tornando-se necessário uma abordagem multidisciplinar em sua elaboração,
incluindo o aluno, o professor, a área de conhecimento, as teorias pedagógicas, a organização de grupos, o
material de apoio e a escola como instituições “lugar” de qualidade, proporcionando espaços sociais e
flexíveis que venham a influenciar no desenvolvimento do processo ensino-aprendizado.–
O TERRENO
O lote a ser escolhido deve conter as características contidas na ficha técnica fornecida pelo tutor nas
práticas presenciais.
Lembre-se de que você precisará pegar informações do município e diretrizes urbanas para criar sua
edificação.
A escolha do lote, bem como sua posição em relação ao norte deve ser mostrada em uma implantação ou
situação do lote.–
Fim do roteiro.
ALTERNATIVAS
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