MAPA – ARQ – ATELIÊ DE PROJETO DE ARQUITETURA: RESIDENCIAL – 51_2025
Período:24/02/2025 08:00 a 27/04/2025 23:59 (Horário de Brasília)
Status:ABERTO
Nota máxima:3,50
Gabarito:Gabarito não está liberado!
Nota obtida:
1ª QUESTÃO
LEIA ATENTAMENTE TODO O ROTEIRO ANTES DE INICIAR O PROJETO!
Olá, estudante!
Nessa atividade, você será desafiado a criar o seu primeiro projeto residencial do zero. Para isso, siga as
instruções deixadas a seguir e deixe sua criatividade fluir!
IMPORTANTE: o roteiro desse MAPA está dividido da seguinte forma:
1) etapas a serem seguidas;
2) o que entregar;
3) estudo de caso.
No roteiro completo disponibilizado pelo seu mediador, você encontrará algumas imagens que ilustram
sugestões que podem ou não ser seguidas.
SUGESTÃO: inicie o projeto já na primeira ou segunda semana de aula, pois ele será uma atividade extensa e
morosa que não pode ser resolvida em pouco tempo. Veja as aulas conceituais e as aulas ao vivo para
aprender a metodologia de projeto e, após, resolva o seu próprio projeto com o que aprendeu.
Aproveite as suas práticas presenciais no polo para assessorar o desenvolvimento do projeto!
Vamos às etapas de projeto que você deverá seguir.
Lembre-se de que essas etapas não são, obrigatoriamente, cada uma uma prancha, mas os passos que deve
seguir até chegar no projeto.
ETAPA 01 – Análise das condicionantes do projeto.
ETAPA 02 – Análise de correlatos (mínimo 2).
ETAPA 03 – Croquis de estudo (à mão ou com software).
ETAPA 04 – Estudos de setorização + estudo volumétrico.
ETAPA 05 – Anteprojeto.
Cada uma dessas etapas deve gerar alguns desenhos técnicos e/ou memoriais justificativos. Veja a
explicação de cada uma das etapas a seguir:
ETAPA 01 – Análise de condicionantes
ATENÇÃO: parte dessa etapa de condicionantes está vinculada à sua Atividade de Estudo 01. Os estudos
desenvolvidos lá na atividade podem ser utilizados aqui como parte da análise de condicionantes. Se não o
fez ainda, a dica é que inicie por lá.
A etapa de análise de condicionantes está relacionada com outras disciplinas que você já teve (ou ainda
terá) em sua graduação. Você deve analisar tudo o que o terreno oferece, bem como o que o programa de
necessidades vai te oferecer de limitantes ou potencialidades. A seguir, deixo uma lista de possíveis
condicionantes a serem analisadas.
Condicionantes urbanas (recuos, taxas, índices, quantidade de pavimentos, altura máxima…)
Condicionantes climáticas
Condicionantes do bairro (características visuais do entorno, arborização, acessos, sistema viário)
Condicionantes topográficas
Condicionantes pessoais (como eu gostaria de produzir essa edificação?)
Condicionantes programáticas (programa de necessidades)
Potencialidades do lote a serem identificadas.
DICA: nessa etapa, vocês não precisam ter a obrigação de produzir desenhos técnicos. É muito mais livre.
Porém, lembre-se de que essa etapa não pode ser feita em forma de texto exclusivamente. Condicionantes
climáticas, por exemplo, devem ser mostradas ao menos com uma carta solar ou um estudo simples de sol
nascente e poente. Condicionantes topográficas podem ser mostradas por meio de um corte esquemático.
Condicionantes urbanas podem ser simplesmente uma tabela… Lembre-se de que você está fazendo um
projeto e não um relatório!
ETAPA 02 – Análise de correlatos
Nessa etapa, seguiremos o mesmo padrão de outros projetos. A busca de correlatos aqui vai se dar a partir
de seus anseios enquanto projetista. O que você quer com sua edificação? Ela vai ser térrea? Vai ter um
sistema estrutural diferente? Vai ter alguma solução de fluxos mais complexa?
Essas perguntas devem nortear sua escolha de correlatos, pois eles serão os seus exemplos-guia para o
desenvolvimento do projeto.
Você deve buscar ao menos dois e no máximo três correlatos para seu projeto. Desses correlatos, apenas
um precisa ser de edificação residencial unifamiliar.
DICA: analisar correlatos não é apenas replicar em seu projeto um elemento que você gostou. Vai muito
além disso. Analisar correlato é compreender quais foram as NECESSIDADES do projeto analisado e, a partir
delas, quais foram as SOLUÇÕES adotadas para o problema. Ou seja, analisar correlato não é fazer uma
descrição do projeto, mas sim, verificar o COMO e, principalmente, os PORQUÊS da obra ser feita daquela
forma.
Ok, mas o que eu vou usar no meu projeto?
Você usará apenas as soluções no seu projeto. Pode ser que o seu correlato tenha uma solução de
topografia interessantíssima que alia um sistema estrutural treliçado com bases esguias de concreto,
fazendo com que se crie um pavimento a mais. Nesse caso, você pode utilizar o mesmo princípio da ideia
para resolver o seu projeto (se as necessidades forem as mesmas). Mas nunca transportar uma ideia
simplesmente porque você gostou.
Dica: no link a seguir, você poderá conferir uma explicação gravada pelo prof. Gabriel sobre correlatos em
arquitetura.
ETAPA 03 – Croquis de estudo
Nada de novo aqui nessa etapa. A partir de todas as análises, agora você pode começar a rabiscar o seu
projeto.
Fique livre para escolher o método de criação que mais te agrada, bem como criar o croqui da forma como
bem entender.
IMPORTANTE: a etapa de criação de croquis pode ou não aparecer nas pranchas finais. Ou seja, ela é
totalmente opcional no sentido de ser inserida nas pranchas, porém, é altamente recomendado que não
pule essa etapa em sua criação.
A partir do lote, insira o Norte e comece a rabiscar o que você gostaria no projeto. Como você gostaria que
ele aparentasse, qual a melhor solução para cada parte, enfim… Criação livre e pura!
REFORÇANDO: essa etapa não é obrigatória aparecer nas pranchas finais de projeto!
ETAPA 04 – Estudos de setorização + estudo volumétrico
Setorizar o seu projeto quer dizer que você vai dividi-lo em setores macro e dispor esses setores na melhor
posição que você definir para seu lote.
Nessa etapa, você pode criar uma setorização em planta, em volumetria ou até mesmo em corte. Ou então
fazer um misto de técnicas para chegar a um resultado satisfatório.
A setorização vai direcionar quem vê o seu projeto pela primeira vez a compreender melhor o que foi
projetado e a forma como foi pensado o projeto. Por isso, ela deve ser clara, de fácil compreensão e com
uma legenda simples, sem muitos detalhes ou nuances.
Geralmente, em projeto residencial, trabalhamos com três setores distintos: Social, Serviços e Íntimo. Porém,
pode ficar livre para organizar outro tipo de setor, se necessário.
Quando tratamos de estudo volumétrico, você tem duas opções de fazer: a) estudar a forma enquanto
modelo físico (maquete real); ou b) estudar a forma a partir de um modelo virtual (maquete eletrônica).
Nesse projeto, o ideal é fazer o modelo físico somente com a volumetria externa, não se atendo a pequenos
detalhes, nem a texturas, mas sim à forma.
ETAPA 05 – Anteprojeto
Nessa fase, você precisa ter o projeto já definido, porém, não descarte a possibilidade de alterações ainda. O
anteprojeto é uma fase anterior ao projeto legal, ou seja, não vai ser necessário chegar com cotas muito
específicas, nem mesmo fazer com que o projeto seja detalhado nos mínimos detalhes. Pense que o
anteprojeto é aquele projeto que você leva para o seu cliente avaliar antes de produzir o projeto de obra ou
de prefeitura.
Com isso, você deve pensar em algumas coisas:
Como seu cliente vai ver o projeto? Ele não entende projeto técnico, por isso, você pode fazer o uso da
humanização das plantas.
O que é necessário para explicar o meu projeto? Seu projeto precisa de cotas de nível para ser
compreendido? Precisa de algum corte? Precisa de algum detalhe?
Preciso identificar os meus ambientes com cotas de tudo?
É mais importante que o meu cliente saiba qual a distância da boneca da porta ou qual o comprimento total
do quarto?
Além disso, o anteprojeto prevê que o layout dos mobiliários internos seja bem representado. O layout deve
ser definido com base na planta já criada. Nesse ponto, você deve trabalhar com inserção de mobiliário
básico, sem necessidade de criar muitas nuances de projeto de interiores. Lembre-se de que você precisa
otimizar o seu tempo. Por isso, prefira utilizar blocos de mobiliários prontos a desenhar todos os mobiliários.
Na etapa de anteprojeto você deve entregar ao menos uma planta do(s) pavimento(s) com layout
(humanizada ou não); uma planta de cobertura; ao menos um corte; ao menos uma fachada.
DICA: o layout dos mobiliários não é um projeto técnico, portanto, não precisa ser feito com muitas cotas,
nem ter soluções mirabolantes. O que precisamos é somente o básico para entender como os ambientes
estão funcionando e qual será a disposição básica de cada móvel.
CHECKLIST DO QUE PRODUZIR (isso tudo deve ser apresentado nas pranchas de projeto)
PRANCHAS INICIAIS (quantas forem necessárias)
Mapa de localização do terreno em relação ao bairro (condicionantes do bairro)
Diagrama de condicionantes climáticas do lote
(opcional) relatório fotográfico básico do entorno
Corte longitudinal do lote, mostrando o desnível
(opcional) organograma do programa de necessidades
Análise dos correlatos com breve texto e algumas imagens
Memorial descritivo e justificativo da proposta
**Inserir no memorial as informações de conceito e partido adotados.
PRANCHAS INTERMEDIÁRIAS (quantas forem necessárias)
(opcional) croquis de evolução da forma – à mão ou em software
Setorização em planta, volumétrica ou em corte (o que melhor se adaptar)
Planta layout na escala 1:50 ou 1:75
Inserir mobiliário
Hachura de piso nas áreas molhadas
Cotas internas dos ambientes (sem linha de cota)
Nome dos ambientes
Tipo de piso
Outros símbolos que julgar necessário
Não é necessário fazer projeto executivo!
PRANCHAS FINAIS (quantas forem necessárias)
Implantação e cobertura (1:50 ou 1:75)
Cortes (1:50 ou 1:75)
Mínimo de um corte
Se for necessário, pode passar mais cortes
Fachada (1:50 ou 1:75)
Inserir detalhes técnicos de acabamentos, cores e revestimentos
Perspectivas do projeto
COMO APRESENTAR OS DESENHOS?
Todo o projeto deve ser apresentado em pranchas de tamanho A3, A2 ou A1, orientação paisagem, com
margens e carimbo preferencialmente técnicos. As regras de representação são dispostas a seguir:
As pranchas devem obrigatoriamente ser em tamanho A3, A2 ou A1.
Como a orientação é paisagem, as plantas devem seguir a mesma posição.
As margens podem ser de 7 a 10mm
O carimbo fica a escolha do aluno, não precisando ser tão grande, mas o suficiente para dispor as
informações do aluno e do trabalho.
A quantidade de pranchas é livre, desde que atenda a todas as etapas propostas.
Sim, todas as informações devem estar dispostas nas pranchas. Nenhuma informação de projeto deve estar
em arquivos separados, seja em relatórios de texto em formato Word ou então apresentações em forma de
slides.
Todas as plantas devem apresentar norte.
Evite colocar textos muito longos na diagramação das pranchas. Isso dificulta a compreensão do seu
projeto.
Lembre-se: mesmo em um formato A2 ou A1, as letras devem seguir um padrão de tamanho!
Os desenhos podem ser feitos à mão, quando necessário.
COMO ENVIAR OS ARQUIVOS?
Não envie outros formatos de arquivo que não sejam PDF! O corretor não consegue abrir outros tipos de
arquivo.
Todas as pranchas devem estar no mesmo PDF. Isso quer dizer que se você tiver 10 pranchas A2, as 10
pranchas terão de estar no mesmo arquivo. Para isso, utilize algum programa ou site que faça a junção de
PDFs, como o I Love PDF.
DICA: É comum as pranchas ficarem superpesadas quando juntadas. Se isso acontecer, pode utilizar um
compactador de PDF para reduzir seu tamanho.
IMPORTANTE: Não mande o arquivo em RAR ou ZIP. Se o corretor não conseguir abrir esse formato, sua
nota será zero!
MAIS IMPORTANTE AINDA: Não deixe para enviar de última hora. Evite dores de cabeça e mande uns dois
dias antes. Tenha o trabalho pronto na última quarta-feira de aula. Você vai ver que será bem melhor.
ESTUDO DE CASO
Ana Lopes, de 43 anos, é uma mulher resiliente e bem-sucedida, mãe solo de Lucas, um adolescente de 16
anos com autismo. Empresária no ramo de tecnologia, Ana vive um momento financeiro próspero, o que lhe
permite planejar a casa ideal para sua família. Lucas é um jovem sensível, inteligente e com um hiperfoco em
botânica, sendo um verdadeiro especialista no cuidado com plantas. Ele adora o contato com a natureza e
tem uma conexão especial com dias de chuva, quando gosta de sentir o frescor e observar as mudanças ao
seu redor.
O projeto da casa deve refletir o estilo de vida de Ana e Lucas, equilibrando funcionalidade, conforto e a
conexão com o mundo natural. Uma necessidade essencial é criar ambientes tranquilos que respeitem a
sensibilidade de Lucas a estímulos, ao mesmo tempo que o incentivem a explorar sua paixão por plantas.
Além disso, o projeto precisa considerar as visitas regulares dos pais de Ana, que moram na Paraíba e
costumam passar temporadas na casa. Como são idosos, é fundamental que haja um quarto térreo
confortável e acessível para eles.
O lar deve integrar as áreas internas e externas, com grandes aberturas de vidro para maximizar a entrada
de luz natural e criar uma sensação de liberdade dentro de casa. Lucas precisa de um espaço dedicado às
suas plantas, como uma estufa integrada ao jardim ou um pequeno laboratório, além de um quarto que
funcione como um refúgio sensorial, com cores suaves, isolamento acústico e controle de iluminação.
Ana, que trabalha frequentemente de casa, necessita de um escritório funcional conectado visualmente aos
ambientes de convivência para poder acompanhar o filho sem dificuldades. O projeto também deve incluir
áreas de convivência amplas e acolhedoras, como uma sala integrada com a cozinha e um pátio coberto,
permitindo que Ana possa receber visitas de amigos em quaisquer condições climáticas.
O jardim será um ponto central da casa, com canteiros acessíveis para Lucas cultivar suas plantas e um
espaço protegido para ele aproveitar os dias de chuva. Amora, a gata da família, deve ter áreas seguras
tanto dentro quanto fora da casa, para que ela também possa aproveitar o espaço.
O desafio do projeto é criar uma casa moderna que respeite as particularidades da família e as necessidades
de cada um, sem perder a essência de lar acolhedor e funcional. A casa precisa transmitir conforto,
praticidade e harmonia, sendo um lugar onde Ana, Lucas e os avós possam viver momentos tranquilos e
felizes em conexão com a natureza e uns com os outros.
O TERRENO
O lote a ser escolhido deve conter as características a seguir:
Escolha um lote na sua cidade (ou cidades próximas) que seja residencial.
O lote deve ter entre 300 e 600m² de área;
Pode estar em meio de quadra, esquina ou sub-esquina;
Deve estar em uma área urbanizada;
Não pode pertencer a uma Área de Preservação Permanente (APP);
Pode ser “plano”, em aclive ou em declive;
Recomenda-se que seja retangular (ou próximo a esse formato);
Não são permitidos lotes em condomínios fechados!
Dicas:
Para facilitar seu trabalho, escolha um lote que tenha uma topografia agradável, que esteja em uma área
residencial da cidade e que tenha um formato regular ou o menos “quebrado” possível. Lembre-se de que
você terá que desenhar esse lote no projeto.
O lote que você escolher deve pertencer à sua cidade ou à região que será projetada. Lembre-se de que
você precisará pegar informações do município e diretrizes urbanas para criar sua edificação.
A escolha do lote, bem como sua posição em relação ao norte, deve ser mostrada em uma implantação ou
situação do lote.
O LOTE A SER ESCOLHIDO AQUI PODE SER O MESMO FEITO PARA A ATIVIDADE 1, OU SEJA, AQUELE
RELATÓRIO FEITO LÁ, PODERÁ SER UTILIZADO AQUI
NÃO HESITE EM PEDIR AJUDA PARA O SEU TUTOR PRESENCIAL!
Sobre plágio e outras regras:
Trabalhos copiados da internet ou de outros alunos terão notas zeradas.
Trabalhos copiados dos anos anteriores também serão zerados, mesmo que você tenha sido o autor.
Não compartilhe seu trabalho; se comprovada a semelhança, poderá ser anulado e zerado.
Fim do roteiro.
ALTERNATIVAS
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