MAPA – ELEMENTOS DE MÁQUINAS

MAPA – ELEMENTOS DE MÁQUINAS
Com o desenvolvimento das novas tecnologias, o projetista mecânico possui
uma grande gama de componentes e de soluções de engenharia a seu dispor,
de acordo com as necessidades dos seus projetos. Desta forma, a escolha da
melhor solução passa por critérios não somente técnicos, mas também de
segurança, viabilidade financeira e disponibilidade no mercado.
Considere que você é um gerente de projetos da empresa fictícia “Projetos X”
e que nela os engenheiros e técnicos estão discutindo quais são as melhores
soluções para os projetos de equipamentos mecânicos que a empresa
desenvolve. A empresa “Projetos X” só pode optar por soluções que estejam
alinhadas com o material didático da seguinte fonte: JUNIOR, Imar de Souza
Soares. Elementos de Máquinas. Maringá, PR: Unicesumar, 2021″.
COMANDO:
Leia os diálogos a seguir e, para cada um deles, analise as opiniões
apresentadas e explique qual é a pessoa que tem opinião mais adequada e
coerente, de acordo com o que você aprendeu em aula e conforme o que foi
apresentado no material didático. Sua análise e argumentos devem ser
coerentes, e sua explicação deve ter um tom respeitoso, apresentando pontos
de concordância e de discordância, mostrando por que você concorda ou
discorda e citando os motivos, sempre alinhados com o conteúdo do material
didático.
DIÁLOGO 1
Maria A, Maria B e Maria C são engenheiras na empresa fictícia “Projetos X”.
Elas estão reunidas para discutir a especificação dos elementos de fixação a
serem utilizados em um novo equipamento industrial que a empresa está
desenvolvendo. O equipamento opera em ambiente com vibrações
moderadas a intensas e exige conexões tanto permanentes quanto
temporárias em diferentes partes do conjunto.
Maria A: — Bom, pessoal, preciso que a gente alinhe a especificação dos
elementos de fixação antes de fecharmos o projeto. Conforme nossas
referências, esses elementos podem ser classificados em dois grandes
grupos: os que realizam uniões temporárias, como os parafusos, e os que
realizam uniões permanentes, como os rebites. Isso é fundamental para
definirmos onde aplicar cada tipo.
Maria B: — Concordo que essa distinção é importante, mas acho que estamos
complicando demais. No caso dos parafusos, o que realmente importa é
apertar bem, o mais firme possível. Quanto maior o aperto, mais segura fica a
união. Vi isso em várias montagens industriais. Afinal, ninguém quer um
parafuso solto numa máquina em operação.
Maria A: — É justamente aí que eu preciso discordar, Maria B. Nossas
referências são bastante claras sobre esse ponto. O aperto de um parafuso
deve gerar um alongamento no seu corpo dentro do regime elástico do
material. Esse alongamento é o que garante a força de união e minimiza o
risco de afrouxamento, inclusive por vibrações. Se apertar além do ponto
correto, ultrapassamos o regime elástico e entramos no regime plástico, e o
parafuso pode perder a capacidade de manutenção da tensão, ficando até
mais suscetível a afrouxar. Em casos extremos, o parafuso rompe por tração.
Maria C: — Entendo o que você diz, Maria A. Mas deixa eu acrescentar um
ponto sobre as arruelas. Para mim, elas são basicamente decorativas, sabe?
Uma peça que as pessoas colocam por costume, sem grande impacto técnico
real. Em projetos mais simples, podemos até omiti-las sem problema
nenhum, especialmente quando o orçamento está apertado.
Maria A: — Não posso concordar com isso também, Maria C. Nossas
referências apontam que as arruelas têm uma função técnica bastante
definida: distribuir igualmente as tensões geradas pelo aperto entre a porca, o
parafuso e as estruturas unidas. Além disso, elas podem atuar como
elementos de travamento para evitar afrouxamento por vibrações. Inclusive,
existem tipos diferentes de arruela para cada situação: a arruela de pressão,
por exemplo, é indicada para conjuntos com grandes vibrações e esforços; a
arruela dentada é mais adequada para grandes vibrações com pequenos
esforços; e a arruela lisa é suficiente para situações com pouca vibração.
Maria B: O— Ok sobre as arruelas, eu reconheço que não tinha esse
detalhamento. Mas, voltando aos rebites, que vamos usar nas partes de união
permanente: segundo o que li em outras fontes, rebites são feitos
exclusivamente de aço, o que garante alta resistência. Não existe rebite de
outro material; isso é um fato técnico amplamente conhecido na indústria.
Maria A: — Mais uma vez, nossas referências nos mostram o contrário, Maria
B. Os rebites podem ser fabricados em diferentes ligas, incluindo aço,
alumínio, cobre e latão. A escolha do material depende da aplicação. Outro
ponto importante: os principais esforços a que os rebites estão sujeitos são
tração e cisalhamento, e o dimensionamento deve sempre considerar a chapa
de menor espessura e o formato da cabeça do rebite.
Maria C: — Aproveitando que falamos de rebites, quero levantar também as
chavetas, que usaremos nos eixos. Elas são elementos muito robustos, feitos
para suportar qualquer carga, por isso devem ser fabricadas com material
mais duro que os eixos e cubos aos quais estão associadas. Afinal, se a
chaveta for mais mole, ela vai falhar primeiro, e isso é indesejável.
Maria A: — Curiosamente, nossas referências apresentam exatamente o
raciocínio oposto, Maria C. As chavetas devem ser fabricadas com material de
dureza inferior ao dos corpos com os quais estão em contato. Elas funcionam
como uma espécie de fusível mecânico: quando o esforço aumenta além do
limite, a chaveta rompe primeiro, protegendo os demais elementos, que são
mais caros e complexos de substituir. Isso é uma característica de projeto
proposital, não uma fragilidade.
Maria B: — Vou compilar os pontos de divergência que discutimos e levar ao
gerente para análise. Assim garantimos que a especificação final esteja bem
fundamentada nas nossas referências técnicas.
DIÁLOGO 2
A equipe de engenharia da Projetos X está reunida para definir as
especificações de mancais e rolamentos para um novo equipamento
industrial que a empresa está desenvolvendo. Participam da reunião Maria A,
Maria B e Maria C.
Maria B: — Bom, vamos começar pela seleção dos tipos de mancais para o
nosso equipamento. Na minha opinião, devemos optar pelos mancais de
rolamento em todos os pontos do projeto, pois eles são indicados para
qualquer tipo de carga e situação. Nossas referências confirmam isso
claramente: rolamentos são superiores em qualquer cenário, inclusive
naqueles com cargas mais elevadas.
Maria A: — Preciso discordar de você, Maria B. Nossas referências são bem
específicas nesse ponto: os mancais rolamentados são indicados para
situações de baixa vibração, enquanto os mancais com buchas são mais
adequados para situações em que teremos maiores cargas envolvidas. Não é
uma questão de um ser superior ao outro em todos os cenários, mas sim de
escolher a solução certa para cada aplicação. Além disso, o nosso
equipamento apresenta pontos com cargas significativas, o que reforça a
necessidade de analisarmos o uso de buchas em alguns trechos.
Maria C: — Concordo com a Maria A sobre a importância de avaliar cada caso.
Mas gostaria de acrescentar um ponto sobre as buchas: nossas referências
indicam que o material de uma bucha deve necessariamente ter durabilidade
superior ao do material do eixo, justamente para proteger o eixo de desgastes
prematuros. Isso é fundamental para a nossa especificação.
Maria A: — Na verdade, Maria C, é exatamente o contrário do que você disse.
Nossas referências estabelecem que o material da bucha deve ter
durabilidade inferior ao do material do eixo. A lógica é simples: em caso de
desgaste, é muito mais econômico e prático substituir a bucha do que o eixo,
que é uma peça mais complexa e cara. A bucha funciona como um elemento
de sacrifício proposital.
Maria B: — Faz sentido. Mas, voltando aos rolamentos, li em algum lugar que o
material mais comum para as gaiolas é sempre o latão usinado,
independentemente do tamanho do rolamento. Isso foi estudado
extensivamente por fabricantes europeus e é considerado padrão
internacional.
Maria A: — Novamente, nossas referências mostram algo diferente. O material
das gaiolas varia de acordo com o tipo e o tamanho do rolamento. Nos
rolamentos axiais de esfera, por exemplo, as referências indicam que, nos
rolamentos menores, são usadas principalmente as gaiolas prensadas de
aço, enquanto, nos rolamentos maiores, utilizam-se as gaiolas usinadas de
latão. Para os rolamentos autocompensadores de rolos, as gaiolas podem ser
de aço prensado, latão usinado ou mesmo poliamida. Não existe uma regra
única para todos os casos.
Maria C: — Entendido. E, sobre os esforços mecânicos sobre os mancais,
nossas referências citam cisalhamento, torção e fadiga como os principais.
Isso quer dizer que não precisamos nos preocupar com esforços de flexão no
dimensionamento?
Maria A: — Exatamente isso que nossas referências apontam: compressão,
torção e fadiga são os principais esforços a considerar. A compressão ocorre
quando o mancal é submetido a cargas estáticas ou dinâmicas. A torção surge
quando o elemento rolante ou deslizante inicia o giro e transmite esse esforço
ao mancal. E a fadiga é aquela responsável pelas falhas ao longo da vida útil
do equipamento, podendo ocorrer de forma repentina, mesmo seguindo
todos os cuidados de utilização. Para o dimensionamento completo,
precisamos conhecer esses esforços, o material do mancal e se ele deverá
possuir flange ou não.
Maria B: — Vou compilar os pontos de divergência que discutimos e levar ao
gerente para análise. Assim garantimos que a especificação final esteja bem
fundamentada nas nossas referências técnicas.
DIÁLOGO 3
Paulo, João Carlos e José são engenheiros da empresa “Projetos X” e estão
reunidos para discutir a especificação dos elementos de vedação a serem
utilizados em um novo redutor industrial que a empresa está desenvolvendo.
Paulo: — Vamos alinhar os critérios para escolher os elementos de vedação
desse redutor.
João Carlos: — Bom, pelas nossas referências, precisamos considerar pelo
menos quatro fatores fundamentais no dimensionamento e na especificação
de vedantes: a temperatura do local de operação, o acabamento superficial
das peças, a pressão do fluido e o estado físico do fluido, se líquido ou gasoso.
Ignorar qualquer um desses pontos pode comprometer toda a eficiência do
sistema.
José: — Concordo que esses fatores são importantes, mas acho que o mais
crítico de tudo é o tipo de lubrificante que vamos usar. Se escolhermos o óleo
certo, os elementos de vedação se tornam quase secundários. Afinal, um bom
óleo monoviscoso tem estabilidade de viscosidade em diferentes
temperaturas, o que protege bem os componentes internos e reduz a
exigência sobre as vedações.
João Carlos: — Preciso discordar dessa afirmação, José. As nossas
referências deixam bem claro que os óleos monoviscosos, quando aquecidos,
tendem a reduzir a viscosidade, e, quando submetidos a temperaturas mais
baixas, apresentam comportamento inverso, ou seja, ficam mais viscosos.
Essa variação direta com a temperatura é exatamente o problema que torna a
escolha da vedação ainda mais crítica, e não menos. Não é o óleo que
compensa as limitações da vedação, é o conjunto que precisa ser bem
projetado.
Paulo: — Vocês estão complicando demais. Na minha visão, para um redutor,
o suficiente é usar retentores em toda a periferia dos eixos. O retentor é um
elemento simples, econômico e de fácil reposição, e a vedação dele
independe de qualquer análise de temperatura ou pressão. O importante é
garantir que o anel de vedação esteja bem instalado e pronto; o sistema
estará protegido.
João Carlos: — Também não é bem assim, Paulo. As nossas referências
apontam que os retentores, apesar de proporcionarem boa vedação, geram
atrito e, consequentemente, calor na área de contato, o que leva à degradação
do elemento e diminuição de sua eficiência ao longo do tempo. Em casos
mais extremos, o desgaste do retentor pode até causar danos ao eixo. Por
isso, recomenda-se que o eixo tenha dureza acima de 28 HRC para reduzir
esse desgaste. Além disso, fatores como pressão, temperatura e velocidade
angular do sistema interferem diretamente na eficiência do retentor, então
não dá para dizer que a análise dessas variáveis é desnecessária.
José: — Bom, mas ao menos podemos concordar que as juntas, quando
instaladas,podem ser reaproveitadas em manutenções futuras, né? O custo
das juntas é alto e, se a junta ainda aparenta estar em bom estado
visualmente, faz sentido econômico reutilizá-la. Isso é prática comum na
indústria.
João Carlos: — Mais uma vez, preciso recorrer às nossas referências para
esclarecer esse ponto. Como regra geral, juntas não devem ser
reaproveitadas, justamente porque o custo delas é reduzido em comparação
com os resultados que se obtêm com uma vedação eficiente. O risco de
vazamento por reutilização de uma junta que pode ter perdido suas
propriedades de esmagamento e vedação é muito maior do que o custo de
substituição. As referências são claras nesse aspecto.
Paulo: — Entendo o argumento, mas há outro ponto sobre o qual podemos
avançar: para os anéis O-ring, a única variável que realmente importa na
especificação é o material. Se escolhermos borracha nitrílica, que é a mais
comum, o anel vai funcionar bem em qualquer aplicação industrial. Não
precisa de análise específica de pressão nem de ranhura.
João Carlos: — Novamente, isso contradiz o que temos nas nossas
referências. O O-ring é descrito como um vedador estático ou dinâmico
fabricado de borracha, que é alojado em uma ranhura pré-dimensionada, e
essa ranhura submete a seção do anel a uma pressão para assegurar a
vedação inicial. Ou seja, o projeto da ranhura é fundamental, não é apenas
uma questão de escolha de material. Além disso, existem vários materiais
disponíveis, como NBR, FPM, VMQ, EPDM e ACM, e a escolha depende das
condições específicas de cada aplicação.
José: — Vou compilar os pontos de divergência que discutimos e levar ao
gerente para análise. Assim garantimos que a especificação final esteja bem
fundamentada nas nossas referências técnicas.

Olá, somos a Cavalini Assessoria Acadêmica.

Fazemos esse trabalho por um preço justo, sem cópia.

Nossa equipe multidisciplinar é altamente capacitada para oferecer assessoria na elaboração das mais variadas atividades, garantindo autenticidade e originalidade em todos os trabalhos.

Entre em contato conosco para solicitar o seu.

Aponte o celular para abrir o WhatsApp